segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Doping e o risco no uso de anabolizantes

Existem 5 classes de substâncias dopantes:

* Estimulantes;
*Narcóticos analgésicos;
*Diuréticos;
*Esteróides  anabolizantes;
*Hormônios peptídeos.

ESTIMULANTES
  • Visam diminuir a sensação de fadiga, como, por exemplo, a efedrina, anfetaminas, cafeína etc.
  • São usados em esportes aeróbios, como:
  •  Futebol, basquetebol, maratonas, natação de longa duração etc.
  • O uso de cocaína e de maconha é considerado doping, mas só traz malefícios ao atleta.
NARCÓTICOS ANALGÉSICOS
  • Usados em qualquer esporte, visam diminuir a dor de pequenas lesões, aliviar o mal-estar, cansaço etc.
DIURÉTICOS
  • Servem para perder peso corporal ou para aumentar o volume de urina, ou ainda para diluir “outro” doping.
  • São usados em:
  •  Judô, boxe, levantamento de peso etc.
HORMÔNIOS PEPTÍDEOS
  • Servem para fixar proteínas no organismo.
  • São usados em esportes de força, como:
  •  Arremesso, ciclismo, remo, levantamento de pesos etc.
ESTEROIDES ANABOLIZANTES
  • Hormônios sintetizados para aumentar a massa muscular.
  • São usados em esportes de força, como:
  •  Levantamento de pesos, provas de arremessos do atletismo, corridas curtas, saltos etc.
QUANDO É DESCOBERTO
  • Sem dúvida nenhuma os anabolizantes produzem o efeito desejado aos simpatizantes da hipertrofia muscular e força física.
  • O esporte está cheio de casos de vitórias ilícitas ligadas a esses medicamentos.
  • Infelizmente a gente só acaba sabendo dos males quando alguém muito famoso morre como foi o caso da velocista americana Florence Grift Joyner falecida com menos de 40 anos, fato incomum tratando-se de atleta, principalmente do sexo feminino que teve uma carreira meteórica nas pistas.
  • Ou então, quando algum ex-atleta bota a "boca no trombone" em entrevistas à revistas ou jornais sensacionalistas.
  • Nós ficamos sabendo também quando algum ex-usuário, depois de ter comido "o pão que o diabo amassou" com os efeitos colaterais convivendo inclusive com o câncer conseguindo escapar, resolve entrar na luta contra o uso de drogas no esporte divulgando o seu próprio caso. 
PESQUISA
  • Nas academias do Reino Unido 1667 pessoas responderam ao questionário.
  • Entre os homens interrogados 9,1% usavam drogas anabolizantes contra 2,3% entre as mulheres.
  • As doses chegaram a 34 vezes mais que as terapêuticas e apenas 28% eram atletas de competição.
  • Há quem justifique que paradas temporárias não faz mal. Pois bem. O sistema de ciclos interrompidos foi utilizado por 88% dos usuários e mesmo assim 77% relataram efeitos colaterais.
NOS HOMENS OS RELATOS FORAM:
  • Atrofia dos testículos em 56% dos casos.
  • Ginecomastia (crescimento das mamas no homem) em 52%.
  •  Dificuldade para dormir em 37%.
  • Hipertensão arterial em 36%.
  • Lesões tendinosas em 26%.
  • Sangramento nasal em 22% e
  • Resfriados frequentes em 16%. 
NAS MULHERES OS RELATOS FORAM:
  • Irregularidades menstruais.
  • Hipertrofia do clitóris.
  •  Diminuição das mamas.
  • Engrossamento da voz.
  • Acne.
  • Queda de cabelos no couro cabeludo e crescimento de pelos masculinos no corpo.
  •  As pessoas que resolveram parar relataram tonturas, fraqueza, perda da libido e dores articulares, reações que acabam levando à dependência. 

EFEITOS DOS ESTEROIDES ANABOLIZANTES

  • Homens que usam os diversos tipos de esteroides anabolizantes podem sofrer de encolhimento dos testículos e redução na produção de esperma. Eles também podem desenvolver mamas em uma condição chamada ginecomastia. As mulheres que usam esteroides anabolizantes podem ficar masculinas. A voz fica mais grossa, há crescimento excessivo de pelos e o tamanho dos seios diminui.
  • Adolescentes que usam esteroides anabolizantes podem arriscar o seu crescimento. Esteroides anabolizantes podem ter efeitos nocivos na aparência com a formação de acne, cabelo oleoso e calvície (tanto em homens quanto em mulheres).
  • Os esteroides anabolizantes também afetam o comportamento da pessoa. O usuário de esteroides anabolizantes pode ter variações extremas de humor, indo da euforia à raiva. Esteroides anabolizantes podem ocasionar irritabilidade e depressão. Eventualmente, esteroides anabolizantes podem ocasionar mania, delírio e comportamento agressivo.
EFEITOS POTENCIALMENTE FATAIS DOS ESTEROIDES ANABOLIZANTES
  • Quando os esteroides anabolizantes entram no corpo eles vão para órgãos e músculos. Os esteroides anabolizantes afetam as células e as faz criar proteínas, o que pode causar diversos problemas.
  •  O fígado, por exemplo, pode crescer tumores e desenvolver câncer. Usuários dos diversos tipos de esteroides anabolizantes podem desenvolver uma condição médica rara chamada poliose hepática, na qual cistos cheios de sangue se acumulam no fígado. Tanto os tumores quanto os cistos podem romper e causar sangramento interno.
  • Os diversos tipos de esteroides anabolizantes também não são bons para o coração. O abuso de esteroides anabolizantes pode causar ataque cardíaco e derrames até em pessoas jovens.
  •  Os esteroides anabolizantes também podem enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais vulnerável a doenças. Ao usar os tipos injetáveis de anabolizantes, os  usuário também pode ser infectado pelo HIV, hepatite B e C. 

EFEITOS DOS ANABOLIZANTES NO CÉREBRO
§  Os efeitos agudos dos esteroides anabolizantes no cérebro são bem diferentes dos decorrentes de abuso de outras drogas. A principal diferença é que os esteroides anabolizantes não produzem euforia, significando que não engatilham a elevação rápida do neurotransmissor dopamina. Porém, o uso em longo prazo de esteroides anabolizantes pode ter impacto em substância químicas do cérebro, afetando o humor e comportamento.
EFEITOS DOS ANABOLIZANTES NA SAÚDE MENTAL
  • Relatos sugerem que esteroides anabolizantes podem contribuir para problemas psiquiátricos. Pesquisas mostram que o abuso no uso de anabolizantes pode levar a agressão e outros efeitos adversos.
  •  Alguns usuários de anabolizantes dizem se sentir bem ao utilizá-los, porém alterações extremas de humor podem ocorrer, incluindo sintomas de mania que poderiam ocasionar violência.
  • Pesquisadores também observaram que muitos usuários de esteróides anabolizantes sofrem de ciúme patológico, irritabilidade extrema, delírios, e julgamento prejudicado pela sensação de invencibilidade.
EFEITO POTENCIAL DE DEPENDÊNCIA DOS ANABOLIZANTES
  • Estudos em animais indicaram que os anabolizantes têm potencial de dependência, como outras drogas viciantes.
  • Essa propriedade é mais difícil de demonstrar em humanos, porém o potencial de dependência é consistente com a continuação do uso apesar dos efeitos negativos físicos e nas relações sociais. Ainda, usuários de esteroides anabolizantes geralmente gastam muito tempo e dinheiro para obter a droga, o que é outro indicador de dependência. 
  • Pessoas que usaram esteroides anabolizantes passaram por sintomas de abstinência quando pararam de tomar a droga. Esses sintomas de abstinência incluem oscilações de humor, fadiga, impaciência, perda de apetite, insônia, redução do desejo sexual e vontade forte de voltar a usar os anabolizantes. Um dos sintomas mais perigosos de abstinência é a depressão, pois ela pode levar ao suicídio.
EFEITOS ADVERSOS DOS ANABOLIZANTES NA SAÚDE
  • O uso de esteroides anabolizantes pode ter como efeitos problemas de saúde sérios e até irreversíveis. Alguns desses efeitos mais perigosos incluem dano ao fígado, icterícia (pigmentação amarelada na pele, tecidos e fluidos corporais), retenção de fluidos, pressão alta, elevação do colesterol LDL (colesterol ruim) e diminuição do colesterol HDL (colesterol bom). Outros efeitos dos anabolizantes que foram relatados incluem insuficiência renal, acne severa e tremores. 
  • Adicionalmente, há alguns efeitos dos anabolizantes que são específicos para o sexo e idade da pessoa, como:
  • Para homens - diminuição dos testículos, redução da quantidade de esperma, infertilidade, calvície, desenvolvimento de seios, elevação no risco de câncer de próstata.
  • Para mulheres - Crescimento de pelo facial, calvície de padrão masculino, alteração ou interrupção do ciclo menstrual, crescimento do clitóris, voz grossa.
  • Para adolescentes - crescimento interrompido devido à maturação esqueletal prematura e aceleração das mudanças da puberdade.
  • Além disso, tudo, pessoas que fazer uso de anabolizantes injetáveis aumentam o risco de se contaminarem com HIV e hepatite.
EFEITO COLATERAL
  • Querendo ficar "bombado" da noite para o dia e sem sacrifícios, muita gente recorre ao uso de anabolizantes. O que acontece com quem usa esses "medicamentos"? Pode até ficar todo saradão, mas há consequências sérias, como o risco de ficar estéril, ou seja, ter seus testículos "destruídos".
  • Além de ter ficado com os testículos menores, uma coisa pior aconteceu com esse jovem alemão… De tanto ele tomar anabolizantes, a pele do tórax se encheu com uma séria acne, provocando o aparecimento de feridas e cicatrizes nojentas.
 ANTES DE APARECEREM AS ESPINHAS

 QUANDO INFECCIONARAM AS ESPINHAS
 COMO ELE VAI FICAR PARA O RESTO DA VIDA

UM CASO CURIOSO DE DOPING
  • Uma das mais graves vítimas de doping no esporte de que se tem notícia até hoje. Uma história que mistura atletismo e Alemanha, duas Alemanhas, e que mudou a vida de Andreas Krieger. Alemão, 43 anos, ele nasceu Heidi, uma campeã europeia do arremesso de peso que precisou abandonar o esporte aos 22 anos por causa das mudanças em seu corpo, consequência das enormes doses de esteroides que recebeu e que a levaram a fazer uma operação de mudança de sexo em 1997. 
ENTREVISTA COM ANDREAS
  • Todos os dias, quando me olho no espelho, vejo a imagem do que me aconteceu, do que define minha vida e de quem eu era. Eu disse uma vez que eles mataram Heidi porque eu não mudei apenas meu nome. Meu corpo mudou, minha vida mudou e eu precisei me tornar outra pessoa – afirma, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

  • Para quem encontra Andreas, conversa com ele, observa seu rosto, suas mãos, é impossível dizer que ele um dia foi uma jovem e promissora atleta da antiga Alemanha Oriental. Heidi encerrou a carreira em 1988, dois anos depois da medalha de ouro no Campeonato Europeu de 1986, e sem ter realizado o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de Seul. No ano seguinte, o Muro de Berlim caiu e os arquivos até então secretos do regime comunista revelaram a indústria do doping patrocinada pelo governo da Alemanha Oriental. 
      
 ANTES HEIDI E ATUALMENTE ANDREAS



UM CASO SUSPEITO
  • A Federação Sul-Africana de Atletismo (ASA) não tem dúvidas de que a medalha de ouro conquistada pela meio-fundista Caster Semenya nos 800m no Campeonato Mundial de Atletismo, em Berlim, será mantida. A atleta de 18 anos foi submetida a dois testes de gênero, cujos resultados ainda não foram divulgados, para provar que é mulher. O treinador de Semenya, Michael Seme, diz entender o interesse em torno da atleta. que venceu com facilidade a prova.
CASTER SEMENYA


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quer se manter eternamente jovem? Use "Tho-Radia" ...

A descoberta da radioatividade no início do século XX , despertou muito interesse e fez gerar muitas teorias absurdas sobre seu poder de curar doenças e como fonte de juventude eterna.
Vale ressaltar que nesta época não se conhecia os perigos e os efeitos nocivos causados pela radiação, tudo era magia, e a emissão de partículas alfa, beta e gama se mostrava como um caminho que podia levar até mesmo à cura de doenças como câncer ( hoje se sabe que radiação pode provocar câncer).      
O grande interesse suscitado pela radioatividade levou ao aparecimento de “teorias” que visavam justificar a aplicação de terapias e a oferta dos mais diversos produtos com radioatividade adicionada, prometendo ao consumidor a satisfação de “haurir proveito da nova maravilha da ciência” (Hering, 1924). As aplicações se baseavam nos efeitos fisiológicos dos materiais radioativos ou se valiam dos efeitos terapêuticos (como no tratamento dos tumores). Talvez a maneira que mais simbolizou essa prática eram os anúncios entusiásticos sobre a eficácia terapêutica do rádio, qualificando-o como uma “solução mágica da medicina” (Chase, 1921) com inacreditáveis poderes curativos, capaz de “restaurar a saúde a milhares de pessoas” (Bardwell, 1926). Trata-se de um dos grandes fenômenos mercadológicos das três primeiras décadas do século XX na Europa e nos Estados Unidos (Frame e Kolb, 1989).

Águas radioativas
Em 1903, Joseph John Thompson (1856-1940) escreveu um artigo na revista Nature, relatando a presença de radioatividade em águas minerais medicinais (Frame, 1989). Essa radioatividade provinha do radônio, gerado pela decomposição do rádio presente nas rochas por onde a água passava: “O radônio estava para a água assim como o oxigênio para o ar” (Perrin, 1921). Spas e centros de tratamento foram construídos para atender especialmente a idosos e doentes.

Produtos de beleza
A beleza feminina foi um grande mercado para a radioatividade como exemplificado numa propaganda de um jornal de época, destinada às mulheres ávidas por beleza permanente.  Em toda a linha de produtos – cremes, sabões, xampus, compressas, sais  de banho... – garantia-se a presença de rádio autêntico e legítimo: “a maior ajuda da natureza para a beleza da mulher”. Esses produtos tinham a propriedade de “rejuvenescer e revitalizar a pele”. A propaganda do Radior garantia reembolso de US$ 5.000,00 para as consumidoras insatisfeitas com o produto (Bardwell, 1926). Havia tratamentos faciais para eliminação de rugas, acnes, cravos, branqueamento da pele... a preços normalmente elevados, o que restringia seu amplo uso pela população (Hering, 1924).


Produtos médico-farmacêuticos
Esses produtos refletem o desejo constante da humanidade em encontrar a cura ou a prevenção definitiva de inúmeras enfermidades. O conjunto desses produtos era conhecido como a “terapia suave do rádio”, pois não teria efeitos colaterais (Frame, 1989).
Nos anos 1920, foram muito comuns propagandas de compressas e almofadas radioativas  destinadas ao tratamento de artrite, neurite, asma, bronquite, insônia... Esses produtos ainda tinham a característica de permitir “que as propriedades curativas do rádio estejam ao alcance de todos” dado o baixo preço destes (Tilden 1926). Alguns fabricantes recomendavam que o produto fosse exposto ao sol por alguns minutos para “ativar suas propriedades terapêuticas” (Cramp, 1936).
Tônicos e revigorantes destinavam-se a manter ou recuperar os vigores físico, mental e sexual. Lançado em 1925 nos Estados Unidos, Radithor continha 2 mCu (74 kBq) dos isótopos 226Ra e 228Ra. Ele era prescrito contra nada menos do que 150 enfermidades endocrinológicas (Cramp, 1936). O slogan era “a cura para os mortos-vivos”. Calcula-se que cerca de 400.000 frascos foram vendidos entre 1925 e 1931 (Frame e Kolb, 1989). Nos final dos anos 1920, surgiu o Vita Radium, supositório destinado a combater a fraqueza de memória e a impotência sexual masculina8 (Figura 4). A duração do tratamento era de 15 dias. Na bula, afirmava-se que, em até três dias, o rádio seria eliminado do corpo. A propaganda veiculada desse produto realçava os efeitos sobre o desempenho geral do consumidor.

Produtos fraudulentos
Era comum que muitos anúncios enfatizassem que os produtos continham “níveis de radioatividade garantidos” (Frame e Kolb, 1989; Vdovenko et al., 1975). Na prática, nem sempre foi assim. Por exemplo, por volta de 1905, surgiu um produto que pretendia combater reumatismo, lumbago, dor de dente, garganta inflamada, dor de ouvido e outras trinta enfermidades: o Radium Radia. 

Seus slogans eram “nunca jamais falhou” e “é o maior vencedor da dor em todo o mundo”. As análises mostraram que não havia radioatividade alguma nele. O caso escandalizou a opinião pública norte-americana. Esse produto foi lançado antes de o rádio começar a ser produzido nos Estados Unidos (1914) e na Europa (1906).

As águas radioativas eram os produtos mais fraudados pela facilidade de prepará-las. Outros produtos bastante visados eram as compressas e almofadas radioativas (Cramp, 1936). No início dos anos 1910, empresas foram fechadas nos Estados Unidos por essa prática (Frame e Kolb, 1989). Muitos donos dessas empresas foram presos (Tilden 1926), outros desmascarados (Hering, 1924) e agredidos por consumidores revoltados (Frame, 1989).
Nos anos 1920, era comum a oferta de produtos com níveis de radioatividade maiores do que aqueles vendidos legalmente sob o argumento de que teriam um efeito mais rápido sobre o usuário (Cramp, 1936). Isso era o caso de tônicos como o Radithor. Os fabricantes desses produtos estavam sujeitos a receber doses elevadas de radiação (Harvie, 1999).

Fonte: http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarTema.php?idTema=28

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vamos banir o Monóxido de Dihidrogênio!

Monóxido de Di-hidrogénio — A Verdade

A Verdade acerca do Monóxido de Di-hidrogénio

O Monóxido de Di-hidrogénio (MODH) é talvez o composto químico mais disseminado e que constitui perigo para a vida humana. Apesar desta verdade, a maior parte das pessoas não estão propriamente preocupadas com este facto. Governos, líderes civis, corporações, organizações militares e cidadãos em geral parecem estar completamente ignorantes ou indiferentes sobre o MODH, como se este não fosse perigoso para si. Isto preocupa-nos.

Levar a todos a Verdade sobre o Monóxido de Di-hidrogénio

Em 1997, foi formada a Divisão de Investigação sobre o Monóxido de Di-hidrogénio e está on-line para espalhar a verdade sobre o MONÓXIDO DE DI-HIDROGÉNIO. Conforme a mensagem foi passando, também a consciência pública do MODH e as suas implicações envolvendo a Internet e a acessibilidade de tal informação. Neste sentido, o sítio web da DIMD continua a fornecer a informação mais completa e actualizada e fidedigna sobre o MODH.

Táticas comuns de amedrontar com o MODH

Infelizmente, algumas pessoas acharam por bem encher milhares de páginas web com propaganda propositadamente distorcida no sentido de provocar sensacionalismo e não informação. A “informação” seguinte acerca do Monóxido de Di-hidrogénio é o que vai encontrar frequentemente na Internet. A Divisão de Investigação sobre o Monóxido de Di-hidrogénio não subscreve o uso destas tácticas de medo, especialmente quando avisa as pessoas sobre o assassino invisível, o Monóxido de Di-hidrogénio.
Erradiquem o Monóxido de Di-hidrogénio – o Assassino Invisível

O Monóxido de Di-hidrogénio é incolor, inodoro, sem sabor e mata vários milhares de pessoas todos os anos.

Quais são os perigos do Monóxido de Di-hidrogénio?

A maioria destas mortes é causada pela inalação acidental do MODH, mas os perigos do Monóxido de Di-hidrogénio não acabam aqui. A exposição prolongada à sua forma sólida causa danos graves nos tecidos humanos. Nos sintomas da ingestão de MODH podem-se incluir transpiração e micção excessiva e possivelmente uma sensação de inchaço, náuseas, vómitos e desequilíbrio electrolítico do corpo. Para aqueles que se tornaram dependentes, a privação do MODH significa morte certa.

Fatos do Monóxido de Di-hidrogénio

O Monóxido de Di-hidrogénio:
ü   É também conhecido como ácido hídrico,
ü  E é o principal componente da chuva ácida.
ü  Contribui para o efeito de estufa.
ü  No estado gasoso pode causar queimaduras graves.
ü  Acelera a erosão dos solos.
ü  Acelera a corrosão e oxidação dos metais.
ü  Pode causar curtos-circuitos.
ü  Diminui a eficácia dos travões dos automóveis.
ü  Foi encontrado em tumores de pacientes terminais com cancro.



Alertas sobre o Monóxido de Di-hidrogénio

A contaminação está a atingir proporções epidémicas.
Quantidades significativas de Monóxido de Di-hidrogénio têm sido encontradas em praticamente todos os lagos, rios, albufeiras e reservatórios. A poluição é global e a contaminação foi encontrada, até, no gelo do Antárctico. Em vários países só o MODH já causou milhões de dólares de danos materiais.

Utilizações do Monóxido de Di-hidrogénio

Apesar do perigo, o Monóxido de Di-hidrogénio é frequentemente usado:

ü  Como solvente e refrigerante industrial.
ü  Em centrais nucleares.
ü  Na produção de poliestireno (Styrofoam);
ü  Como supressor e retardador de chama;
ü  Em várias formas cruéis de investigação com animais.
ü  Na distribuição de pesticidas.
ü  Mesmo após lavagem, o produto permanece contaminado por este químico.
ü  Como aditivo alimentar.

Parem o horror – Erradiquem o Monóxido de Di-hidrogénio.

ÁGUA

Monóxido de dihidrogênio é um dos nomes científicos da água, a prosaica água da torneira, a água de beber.

Em 1997, norteamericano de 14 anos apresentou trabalho escolar contendo uma série de males causados pelo MDH e perguntou à turma o que fazer quanto a essa terrível substância. A maioria deles sugeriu banir tal substância e apenas um dos colegas reconheceu o monóxido de dihidrogênio - MDH como água.

O fato é que muitas pessoas tendem a ficar impressionadas quando se lhes apresentam um nome científico ou aparentemente mais complicado, especialmente se esse nome estiver associado a algum mal à saúde ou dano à natureza. Por temor de passarem como ignorantes, aceitam passivamente qualquer coisa que lhe digam sobre a palavra.

Sobre esse tipo de aceitação passiva: havia um programa de rádio bastante engraçado (não me recordo qual a emissora). O apresentador saía às ruas e fazia perguntas sobre coisas sem pé nem cabeça. As respostas eram muito divertidas.

Me lembro de uma vez em que a pergunta era o que a pessoa achava do chá de cicuta. Uma senhora respondeu que achava muito bom, já havia usado com bons resultados na cura de uma doença e que um parente também havia sido curado. Algumas dos presentes à entrevista concordavam e reforçavam os argumentos da entrevistada.

De outra feita, a pergunta era sobre o efeito estufa e o seu uso no futebol. O entrevistado afirmou conhecer a tática e achava que o seu time iria se sagrar campeão graças a essa nova descoberta feita pelo técnico do clube.

Dois outros exemplos: as preocupações com o Lauril Sulfato de Sódio usado nos xampus e a prolifermilonema, substância inexistente supostamente usada por assaltantes disfarçados de hare krishnas.

Fonte: http://www.quatrocantos.com/lendas/85_monoxido_dihidrogenio.htm
http://modh.no.sapo.pt/print/print-verdade.html

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ESPECIAL HALLOWEEN: as MOLÉCULAS da BRUXARIA!

As bruxas obtinham das plantas moléculas poderosas para preparar suas poções mágicas. Elixir do Amor, do Sono Profundo, da Morte e mesmo o Ungüento para Voar. Conheça aqui quais eram as principais moléculas usadas pelas bruxas e as receitas das principais poções.


Veja o vídeo:


Fonte: http://falaquimica.com/?p=1592

terça-feira, 28 de outubro de 2014

NINGUÉM QUER QUE VOCÊ SAIBA SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DE FUKUSHIMA

No mês passado, a distribuidora de energia elétrica Tokyo Electric Power Company (Tepco) anunciou que daria continuidade a seus planos de construir uma “muralha de gelo” em torno dos reatores nucleares danificados de Fukushima. A ideia parecia um retrocesso. Em junho, a companhia encarregada pela desativação da usina destruída por um tsunami em março de 2011 indicou que sua primeira tentativa de instalação de uma estrutura parecida fracassara. A tubulação usada, embora cheia de uma solução química a -33ºC, aparentemente não obteve sucesso ao tentar congelar a terra do local.
Técnicas similares já foram utilizadas com sucesso por engenheiros na construção de túneis subaquáticos e poços de minas. No entanto, segundo o Dr. Dale Klein, engenheiro e especialista em políticas nucleares, não é certo que a técnica produza os mesmos resultados num projeto dessa magnitude. Embora o congelamento do solo em torno dos quatro reatores possa ajudar a conter a água utilizada pela Tepco como líquido refrigerante, há pouco conhecimento técnico quanto à resposta de suas fontes naturais no entorno da usina nuclear. “Não está muito claro para mim que a Tpeco saiba realmente como a água fluirá ao redor da barreira congelada quando ela escorrer das montanhas em direção ao oceano”, disse em entrevista à VICE.
“Mas ela tem que ir a algum lugar. Trata-se de uma área e um lugar muito complicado, e não sei se eles compreendem isso”, continua.
É preocupante ouvir esse tom de dúvida vindo de alguém como Klein, cujo conhecimento aprofundado vai da política à pedagogia. Em 2006, foi nomeado à presidência da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA por George W. Bush e, após deixar o cargo três anos depois, atuou como membro do comitê da organização em 2010. Atualmente, além de ser diretor associado do Instituto de Energia da Universidade do Texas, Klein faz parte de um conselho internacional na Tpeco. De três a quatro vezes por ano, viaja ao Japão para, junto com uma equipe, trabalhar na limpeza da região.
Além da relutância na consideração de outras soluções para o problema, sua principal crítica em relação à maior concessionária do país consiste na falta de informações ao público, uma negligência suspeita, que já foi apontada por inúmeras companhias desde o terremoto e o subsequente tsunami.
“Quando rumores começam a circular, a Tepco precisa se pronunciar imediatamente – ‘Isso é o que sabemos isso é o que não sabemos’ – em vez de se manter em silêncio. Eles dão a impressão de que estão escondendo alguma coisa, e eles não estão fazendo isso”, critica Klein.
Mas é difícil acreditar na Tepco quando, desde o desastre, suas comunicações são putadas por desinformações, mentiras e uma cultura ineficiente de segurança. Embora acusações sejam pouco construtivas em tempos de crise, é importante lembrar que a empresa já foi repreendida, não só pelo governo japonês, mas também por cientistas internacionais, por organizações de paz, pela imprensa internacional e por aqueles que são contra e a favor do uso de energia nuclear devido a sua relutância em divulgar informações num momento em que elas são essenciais. Somando-se a isso o persistente vazamento de radiação em águas do Oceano Pacífico, não é difícil imaginar por que a Justiça japonesa anunciou, em julho, que quer os executivos da Tepco indiciados.
A negligência da administração da usina de Fukushima pode ser rastreada desde muito antes de seu colapso. Três meses após o acidente, o Wall Street Journal divulgou um relatório feito a partir de uma série de entrevistas com antigos engenheiros da empresa. Eles afirmavam que os operadores da usina sabiam que alguns reatores eram incapazes de resistir a um tsunami. Desde sua construção, no final da década de 1960, engenheiros se dirigiram a seus superiores para discutir medidas a serem tomadas em relação aos reatores em risco. Essas medidas, porém, foram descartadas por causa dos custos da renovação do equipamento e da falta de interesse em atualizar uma usina que, na época, estava em funcionamento. Em 2012, descobriu-se que foi usada fita adesiva para vedar as tubulações que apresentavam vazamento.
Um ano após a divulgação do relatório do Wall Street Journal, a Tepco anunciou que o acidente em Fukushima liberou 2,5 vezes mais radiação na atmosfera do que se havia calculado inicialmente. A empresa citou sensores de radiação quebrados nas proximidades da usina como o principal motivo pela falha e, na mesma declaração, alegou que 99% do total de radiação liberada pela usina ocorreram durante as últimas três semanas de março de 2011, o que não é verdadeiro – um ano depois, em junho de 2012, a Tepco admitiu que quase 80 mil galões de água contaminada vazaram para o Pacífico todos os dias desde o acidente. O vazamento continua até hoje.
Parentes de vítimas do tsunami rezam no local onde suas casas foram varridas pelas ondas, em Namie, perto da usina de Fukushima, no terceiro aniversáriodo acidente. Yoshikazu Tsuno/AFP/Getty Images
Três anos após o desastre, relatos de má gestão e altos níveis de radiação não param de surgir. Em fevereiro, a Tepco revelou que as fontes de água subterrânea próximas à usina e a cerca de 25 metros do Pacífico continham 20 milhões becquerels de estrôncio-90, um elemento radioativo nocivo (um becquerel equivale a um decaimento radioativo por segundo). Embora o limite internacional para contaminação da água por estrôncio-90 seja de aproximadamente 120 becquerels por galão, esses fatos foram escondidos da Autoridade de Regulação Nuclear do Japão por quase quatro meses. Em resposta, a agência nacional de vigilância nuclear repreendeu a empresa por sua falta de “uma compreensão fundamental da medição e manipulação da radiação”.
Em julho, a empresa declarou à imprensa que 14 arrozais diferentes fora da zona de exclusão da usina foram contaminados em agosto de 2013, após a remoção de uma grande quantidade de detritos reatores danificada da usina. As medidas foram tomadas em março de 2014, mas a Tepco só divulgou as descobertas quatro meses depois. Ou seja, emissões de radiação se acumulavam em níveis perigosos no alimento mais sagrado do Japão havia quase um ano.
Infelizmente, a lista continua: esse é apenas um resumo de todas as falhas e deficiências da Tepco. Há muitas perguntas a serem respondidas, mas a mais intrigante é: por quê? Por que este caso – considerado a maior poluição nuclear da história em termos de emissão de radiação, superior a Hiroshima, Nagasaki e Chernobyl – estão sendo abafados pela censura interna? Se a omissão de informações não é intencional, como sugere o doutor Klein, por que essas descobertas não resultaram num maior esforço institucional para conter a radiação de Fukushima e reduzir as chances de irregularidades passarem despercebidas ou não serem declaradas?
Quando fiz essas perguntas à doutora Helen Caldicott, que já foi indicada ao Prêmio Nobel, a resposta foi rápida: “Porque o dinheiro vale mais do que as pessoas”.
Caldicott era membro do corpo docente da Harvard Medical School quando se tornou presidente em 1978 da Physicians for Social Responsability, organização americana de médicos contra guerras nucleares, mudanças climáticas e outras questões ambientais. Em 1985, a organização ganhou o Prêmio Nobel da Paz em parceria com a International Physicians for the Prevention of Nuclear War, um ano após a saída de Caldicott.
Setembro passado, Caldicott organizou o simpósio “Consequências Médicas e Ecológicas de Fukushima” na New York Academy of Medicine, e um livro sobre o tema será lançado em outubro. Seu conhecimento se baseia não somente na pesquisa acadêmica, mas em sua experiência com a medicina preventiva na era nuclear.
“O Japão produz peças de reatores nucleares, como dispositivos de contenção de reatores”, relatou em entrevista à VICE. “Eles investem muito em energia nuclear, mesmo tendo nove vezes mais acesso a fontes de energia renovável que a Alemanha.”
Embora a doutora afirme que o que difere Fukushima de Chernobyl seja o vazamento contínuo de material radioativo, para ela os dois casos têm em comum o esforço institucionalizado em manter veladas as informações. “Foi somente após três meses que o governo japonês anunciou que houve três acidentes na usina, embora esses acidentes tenham ocorrido nos três primeiros dias”, disse. “Eles não estão testando os alimentos regularmente. Na verdade, estão cultivando em áreas altamente radioativas e dizem que os alimentos mais radioativos estão sendo enlatados e vendidos a países de terceiro mundo.”
“Alguns médicos no Japão estão bastante preocupados, pois veem um aumento no número de doenças e são orientados a não dizer aos pacientes que essas doenças são relacionadas à radiação”, continua. “Isso tudo é por causa de dinheiro. Ponto final.”
O dinheiro a que ela se refere não está relacionado somente à exportação de peças de reatores nucleares ou ao fato de que a economia japonesa volta a cair nas graças da consciência nacional. Trata-se de um histórico de conspirações e acordos secretos que vão muito além da Tepco. No final do mês passado, o vice-presidente de longa data da Kansai Electric Power Company (Kepco), que tinha quase 50% de sua energia abastecida por usinas nucleares como Fukushima antes do acidente de 2011, revelou à imprensa japonesa que o presidente da companhia doou aproximadamente US$ 3,6 milhões a sete primeiros-ministros japoneses e a outros políticos entre 1970 e 1990. A quantia que recebiam era baseada em quanto conseguiam favorecer os setores de energia nuclear e elétrica com suas posições privilegiadas.
E se dinheiro não é a razão dessas tentativas de esconder informações sobre Fukushima, então o problema é o medo da histeria coletiva. Quando foi revelado que a Atomic Energy Association, grupo pró-nuclear associado às Nações Unidas, entrou em acordo com autoridades locais de Fukushima em relação à confidencialidadede 
 informações que poderiam ser de interesse público (como, especula-se, taxas de câncer e níveis de radiação), se alastrou entre os civis o medo de um suposto encobrimento de informações cuja gravidade se tornava cada vez mais surreal.
Vice-presidente da Tepco Norio Tsuzumi (em pé, ao centro) e funcionários se curvam ao pedir desculpas aos desalojados em abrigo em Koriyama. Ken Shimizu/AFP/Getty Images
Apesar de todos esses esforços, muito já foi revelado. Atualmente, sabemos que os níveis de radiação ao redor da usina continuam a subir, mesmo após três anos de tentativas de contenção; que médicos diagnosticaram 89 casos de câncer de tireoide em um estudo com menos de 300 mil crianças da região – a incidência normal da doença entre jovens é de um ou dois a cada milhão –; e que cientistas japoneses ainda estão relutantes em divulgar suas descobertas sobre Fukushima, por medo de serem estigmatizados pelo governo do país.
Sabemos também que marinheiros americanos que organizaram uma ação de apoio em Fukushima imediatamente após o desastre têm desenvolvido uma variedade de cânceres; que macacos que vivem fora da zona restrita da cidade apresentam uma contagem de células sanguíneas menor que os de outras partes do norte do Japão e que a minuciosa crítica da International Physicians for the Prevention of Nuclear War sobre o relatório do Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação mostra o quanto a comunidade internacional está subestimando os efeitos da crise.
Não há como prever se a muralha de gelo da Tepco terá o bom resultado que os engenheiros da companhia esperam. No entanto, Klein e Caldicott têm suas próprias ideias do que deveria ter sido feito e do que ainda poderá ser necessário fazer num futuro próximo.
“Eu gostaria que eles tentassem usar bombas hidráulicas externas um pouco mais, para ver se conseguem retardar a entrada de água”, disse Klein. Isso implicaria na instalação de um montante de bombas mecânicas próximas das fontes de água e distantes da usina, para coletar e conter a água antes que ela chegue aos reatores danificados. “Antes do acidente, estavam sendo transpostos 27 mil galões de água por dia no local.”
“O problema é que a Tepcopraticamente não deu nenhuma abertura para que a comunidade internacional ajudasse a tentar solucionar o problema”, critica Caldicott. “Uma empresa grande como a Bechtol [com sede na Flórida], que produz reatores e é uma ótima companhia de engenharia, deveria ter sido convidada pelo governo japonês para tentar propor uma maneira de lidar com esses problemas.”
Ao mesmo tempo, a doutora reconhece que o problema não é só do Japão. “Deveria haver um comitê internacional de especialistas da França, da Rússia, dos EUA e do Canadá trabalhando com os japoneses em busca de soluções”, propõe.
Outros acreditam que o Japão deve se voltar para o Kremlin – Chernobyl deu à Rússia e à Ucrânia uma experiência única no tratamento de falhas nucleares.
Embora os efeitos ecológicos de Fukushima continuem a ser debatido por organizações científicas e pelo público, o doutor Klein quer se afastar desses debates e pensar nos resultados: “Gostaria de ver uma operação completamente segura. É complicado”, admite, “mas precisamos apoiar os japoneses em suas tentativas de limpeza sempre que pudermos”.

FonteJohnny Magdaleno 
Tradução: Flavio Taam
Disponível em: http://www.vice.com/pt_br/read/ninguem-quer-que-voce-saiba-sobre-a-situacao-atual-de-fukushima