sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ESPECIAL HALLOWEEN: as MOLÉCULAS da BRUXARIA!

As bruxas obtinham das plantas moléculas poderosas para preparar suas poções mágicas. Elixir do Amor, do Sono Profundo, da Morte e mesmo o Ungüento para Voar. Conheça aqui quais eram as principais moléculas usadas pelas bruxas e as receitas das principais poções.


Veja o vídeo:


Fonte: http://falaquimica.com/?p=1592

terça-feira, 28 de outubro de 2014

NINGUÉM QUER QUE VOCÊ SAIBA SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DE FUKUSHIMA

No mês passado, a distribuidora de energia elétrica Tokyo Electric Power Company (Tepco) anunciou que daria continuidade a seus planos de construir uma “muralha de gelo” em torno dos reatores nucleares danificados de Fukushima. A ideia parecia um retrocesso. Em junho, a companhia encarregada pela desativação da usina destruída por um tsunami em março de 2011 indicou que sua primeira tentativa de instalação de uma estrutura parecida fracassara. A tubulação usada, embora cheia de uma solução química a -33ºC, aparentemente não obteve sucesso ao tentar congelar a terra do local.
Técnicas similares já foram utilizadas com sucesso por engenheiros na construção de túneis subaquáticos e poços de minas. No entanto, segundo o Dr. Dale Klein, engenheiro e especialista em políticas nucleares, não é certo que a técnica produza os mesmos resultados num projeto dessa magnitude. Embora o congelamento do solo em torno dos quatro reatores possa ajudar a conter a água utilizada pela Tepco como líquido refrigerante, há pouco conhecimento técnico quanto à resposta de suas fontes naturais no entorno da usina nuclear. “Não está muito claro para mim que a Tpeco saiba realmente como a água fluirá ao redor da barreira congelada quando ela escorrer das montanhas em direção ao oceano”, disse em entrevista à VICE.
“Mas ela tem que ir a algum lugar. Trata-se de uma área e um lugar muito complicado, e não sei se eles compreendem isso”, continua.
É preocupante ouvir esse tom de dúvida vindo de alguém como Klein, cujo conhecimento aprofundado vai da política à pedagogia. Em 2006, foi nomeado à presidência da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA por George W. Bush e, após deixar o cargo três anos depois, atuou como membro do comitê da organização em 2010. Atualmente, além de ser diretor associado do Instituto de Energia da Universidade do Texas, Klein faz parte de um conselho internacional na Tpeco. De três a quatro vezes por ano, viaja ao Japão para, junto com uma equipe, trabalhar na limpeza da região.
Além da relutância na consideração de outras soluções para o problema, sua principal crítica em relação à maior concessionária do país consiste na falta de informações ao público, uma negligência suspeita, que já foi apontada por inúmeras companhias desde o terremoto e o subsequente tsunami.
“Quando rumores começam a circular, a Tepco precisa se pronunciar imediatamente – ‘Isso é o que sabemos isso é o que não sabemos’ – em vez de se manter em silêncio. Eles dão a impressão de que estão escondendo alguma coisa, e eles não estão fazendo isso”, critica Klein.
Mas é difícil acreditar na Tepco quando, desde o desastre, suas comunicações são putadas por desinformações, mentiras e uma cultura ineficiente de segurança. Embora acusações sejam pouco construtivas em tempos de crise, é importante lembrar que a empresa já foi repreendida, não só pelo governo japonês, mas também por cientistas internacionais, por organizações de paz, pela imprensa internacional e por aqueles que são contra e a favor do uso de energia nuclear devido a sua relutância em divulgar informações num momento em que elas são essenciais. Somando-se a isso o persistente vazamento de radiação em águas do Oceano Pacífico, não é difícil imaginar por que a Justiça japonesa anunciou, em julho, que quer os executivos da Tepco indiciados.
A negligência da administração da usina de Fukushima pode ser rastreada desde muito antes de seu colapso. Três meses após o acidente, o Wall Street Journal divulgou um relatório feito a partir de uma série de entrevistas com antigos engenheiros da empresa. Eles afirmavam que os operadores da usina sabiam que alguns reatores eram incapazes de resistir a um tsunami. Desde sua construção, no final da década de 1960, engenheiros se dirigiram a seus superiores para discutir medidas a serem tomadas em relação aos reatores em risco. Essas medidas, porém, foram descartadas por causa dos custos da renovação do equipamento e da falta de interesse em atualizar uma usina que, na época, estava em funcionamento. Em 2012, descobriu-se que foi usada fita adesiva para vedar as tubulações que apresentavam vazamento.
Um ano após a divulgação do relatório do Wall Street Journal, a Tepco anunciou que o acidente em Fukushima liberou 2,5 vezes mais radiação na atmosfera do que se havia calculado inicialmente. A empresa citou sensores de radiação quebrados nas proximidades da usina como o principal motivo pela falha e, na mesma declaração, alegou que 99% do total de radiação liberada pela usina ocorreram durante as últimas três semanas de março de 2011, o que não é verdadeiro – um ano depois, em junho de 2012, a Tepco admitiu que quase 80 mil galões de água contaminada vazaram para o Pacífico todos os dias desde o acidente. O vazamento continua até hoje.
Parentes de vítimas do tsunami rezam no local onde suas casas foram varridas pelas ondas, em Namie, perto da usina de Fukushima, no terceiro aniversáriodo acidente. Yoshikazu Tsuno/AFP/Getty Images
Três anos após o desastre, relatos de má gestão e altos níveis de radiação não param de surgir. Em fevereiro, a Tepco revelou que as fontes de água subterrânea próximas à usina e a cerca de 25 metros do Pacífico continham 20 milhões becquerels de estrôncio-90, um elemento radioativo nocivo (um becquerel equivale a um decaimento radioativo por segundo). Embora o limite internacional para contaminação da água por estrôncio-90 seja de aproximadamente 120 becquerels por galão, esses fatos foram escondidos da Autoridade de Regulação Nuclear do Japão por quase quatro meses. Em resposta, a agência nacional de vigilância nuclear repreendeu a empresa por sua falta de “uma compreensão fundamental da medição e manipulação da radiação”.
Em julho, a empresa declarou à imprensa que 14 arrozais diferentes fora da zona de exclusão da usina foram contaminados em agosto de 2013, após a remoção de uma grande quantidade de detritos reatores danificada da usina. As medidas foram tomadas em março de 2014, mas a Tepco só divulgou as descobertas quatro meses depois. Ou seja, emissões de radiação se acumulavam em níveis perigosos no alimento mais sagrado do Japão havia quase um ano.
Infelizmente, a lista continua: esse é apenas um resumo de todas as falhas e deficiências da Tepco. Há muitas perguntas a serem respondidas, mas a mais intrigante é: por quê? Por que este caso – considerado a maior poluição nuclear da história em termos de emissão de radiação, superior a Hiroshima, Nagasaki e Chernobyl – estão sendo abafados pela censura interna? Se a omissão de informações não é intencional, como sugere o doutor Klein, por que essas descobertas não resultaram num maior esforço institucional para conter a radiação de Fukushima e reduzir as chances de irregularidades passarem despercebidas ou não serem declaradas?
Quando fiz essas perguntas à doutora Helen Caldicott, que já foi indicada ao Prêmio Nobel, a resposta foi rápida: “Porque o dinheiro vale mais do que as pessoas”.
Caldicott era membro do corpo docente da Harvard Medical School quando se tornou presidente em 1978 da Physicians for Social Responsability, organização americana de médicos contra guerras nucleares, mudanças climáticas e outras questões ambientais. Em 1985, a organização ganhou o Prêmio Nobel da Paz em parceria com a International Physicians for the Prevention of Nuclear War, um ano após a saída de Caldicott.
Setembro passado, Caldicott organizou o simpósio “Consequências Médicas e Ecológicas de Fukushima” na New York Academy of Medicine, e um livro sobre o tema será lançado em outubro. Seu conhecimento se baseia não somente na pesquisa acadêmica, mas em sua experiência com a medicina preventiva na era nuclear.
“O Japão produz peças de reatores nucleares, como dispositivos de contenção de reatores”, relatou em entrevista à VICE. “Eles investem muito em energia nuclear, mesmo tendo nove vezes mais acesso a fontes de energia renovável que a Alemanha.”
Embora a doutora afirme que o que difere Fukushima de Chernobyl seja o vazamento contínuo de material radioativo, para ela os dois casos têm em comum o esforço institucionalizado em manter veladas as informações. “Foi somente após três meses que o governo japonês anunciou que houve três acidentes na usina, embora esses acidentes tenham ocorrido nos três primeiros dias”, disse. “Eles não estão testando os alimentos regularmente. Na verdade, estão cultivando em áreas altamente radioativas e dizem que os alimentos mais radioativos estão sendo enlatados e vendidos a países de terceiro mundo.”
“Alguns médicos no Japão estão bastante preocupados, pois veem um aumento no número de doenças e são orientados a não dizer aos pacientes que essas doenças são relacionadas à radiação”, continua. “Isso tudo é por causa de dinheiro. Ponto final.”
O dinheiro a que ela se refere não está relacionado somente à exportação de peças de reatores nucleares ou ao fato de que a economia japonesa volta a cair nas graças da consciência nacional. Trata-se de um histórico de conspirações e acordos secretos que vão muito além da Tepco. No final do mês passado, o vice-presidente de longa data da Kansai Electric Power Company (Kepco), que tinha quase 50% de sua energia abastecida por usinas nucleares como Fukushima antes do acidente de 2011, revelou à imprensa japonesa que o presidente da companhia doou aproximadamente US$ 3,6 milhões a sete primeiros-ministros japoneses e a outros políticos entre 1970 e 1990. A quantia que recebiam era baseada em quanto conseguiam favorecer os setores de energia nuclear e elétrica com suas posições privilegiadas.
E se dinheiro não é a razão dessas tentativas de esconder informações sobre Fukushima, então o problema é o medo da histeria coletiva. Quando foi revelado que a Atomic Energy Association, grupo pró-nuclear associado às Nações Unidas, entrou em acordo com autoridades locais de Fukushima em relação à confidencialidadede 
 informações que poderiam ser de interesse público (como, especula-se, taxas de câncer e níveis de radiação), se alastrou entre os civis o medo de um suposto encobrimento de informações cuja gravidade se tornava cada vez mais surreal.
Vice-presidente da Tepco Norio Tsuzumi (em pé, ao centro) e funcionários se curvam ao pedir desculpas aos desalojados em abrigo em Koriyama. Ken Shimizu/AFP/Getty Images
Apesar de todos esses esforços, muito já foi revelado. Atualmente, sabemos que os níveis de radiação ao redor da usina continuam a subir, mesmo após três anos de tentativas de contenção; que médicos diagnosticaram 89 casos de câncer de tireoide em um estudo com menos de 300 mil crianças da região – a incidência normal da doença entre jovens é de um ou dois a cada milhão –; e que cientistas japoneses ainda estão relutantes em divulgar suas descobertas sobre Fukushima, por medo de serem estigmatizados pelo governo do país.
Sabemos também que marinheiros americanos que organizaram uma ação de apoio em Fukushima imediatamente após o desastre têm desenvolvido uma variedade de cânceres; que macacos que vivem fora da zona restrita da cidade apresentam uma contagem de células sanguíneas menor que os de outras partes do norte do Japão e que a minuciosa crítica da International Physicians for the Prevention of Nuclear War sobre o relatório do Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação mostra o quanto a comunidade internacional está subestimando os efeitos da crise.
Não há como prever se a muralha de gelo da Tepco terá o bom resultado que os engenheiros da companhia esperam. No entanto, Klein e Caldicott têm suas próprias ideias do que deveria ter sido feito e do que ainda poderá ser necessário fazer num futuro próximo.
“Eu gostaria que eles tentassem usar bombas hidráulicas externas um pouco mais, para ver se conseguem retardar a entrada de água”, disse Klein. Isso implicaria na instalação de um montante de bombas mecânicas próximas das fontes de água e distantes da usina, para coletar e conter a água antes que ela chegue aos reatores danificados. “Antes do acidente, estavam sendo transpostos 27 mil galões de água por dia no local.”
“O problema é que a Tepcopraticamente não deu nenhuma abertura para que a comunidade internacional ajudasse a tentar solucionar o problema”, critica Caldicott. “Uma empresa grande como a Bechtol [com sede na Flórida], que produz reatores e é uma ótima companhia de engenharia, deveria ter sido convidada pelo governo japonês para tentar propor uma maneira de lidar com esses problemas.”
Ao mesmo tempo, a doutora reconhece que o problema não é só do Japão. “Deveria haver um comitê internacional de especialistas da França, da Rússia, dos EUA e do Canadá trabalhando com os japoneses em busca de soluções”, propõe.
Outros acreditam que o Japão deve se voltar para o Kremlin – Chernobyl deu à Rússia e à Ucrânia uma experiência única no tratamento de falhas nucleares.
Embora os efeitos ecológicos de Fukushima continuem a ser debatido por organizações científicas e pelo público, o doutor Klein quer se afastar desses debates e pensar nos resultados: “Gostaria de ver uma operação completamente segura. É complicado”, admite, “mas precisamos apoiar os japoneses em suas tentativas de limpeza sempre que pudermos”.

FonteJohnny Magdaleno 
Tradução: Flavio Taam
Disponível em: http://www.vice.com/pt_br/read/ninguem-quer-que-voce-saiba-sobre-a-situacao-atual-de-fukushima



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como EVITAR e ALIVIAR a RESSACA: aprenda com a Química



QUÍMICA da RESSACA: o que é e como minimizar


O etanol é a droga que mais mata no Brasil. Além da euforia e embriaguez, seus efeitos tóxicos tem uma consequência famosa: a RESSACA.
Acompanhe nesta série de 2 partes uma versão química dos fatos.
Primeira Parte: O ETANOL E A RESSACA
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1) A oxidação do Etanol: no fígado, usando NAD+ como agente oxidante, produzindo o acetaldeído (etanal). A reação é catalisada pela enzina ADH (álcool desidrogenase). Em alcoolistas, um outro processo de oxidação do etanol se desenvolve nas mitocôndrias (processo MEOS).
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2) O etanal é tóxico e, portanto, é rapidamente oxidado pelas enzimas ALDH, formando o ácido acético. Uma boa parte da população tem enzimas ALDH que sofreram mutação, tornando-a menos ativa. Por isso algumas pessoas tem mais ressaca do que outras.

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3) O ácido acético é consumido, pois entra no ciclo metabólico do ácido cítrico.
Estas etapas liberam 450 kcal para cada 100g de etanol!
B) A RESSACA
Deve-se basicamente aos efeitos tóxicos do etanal, à desidratação e à depleção de oxigênio no sangue (devido ao processo MEOS).
O etanal em excesso provoca fotofobia, encefaléia e enjôo.
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Outra consequência do consumo de etanal é a falta agente oxidante NAD+ no organismo, que diminui a síntese da glucose e promove acúmulo de ácido lático nos tecidos. É daí que vem o cansaço e fraqueza da ressaca.

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O etanol é um solvente orgânico usado também como droga recreacional devido ao seu efeito narcótico. Apesar do prazer momentâneo, o consumo exagerado pode levar ao sério grau de intoxicação conhecido popularmente como “ressaca”. Aprenda aqui o que é a ressaca, como evitá-la ou amenizar os seus efeitos.

Veja dicas exclusivas aqui no Canal Fala Química


1) Da ingestão do etanol aos sintomas da intoxicação:

Alguns fatos interessantes:
> Uma vez ingerido, cerca de 20% do etanol já é absorvido no estômago; o resto é absorvido nos intestinos.
> Uma garrafa de vinho tem 80 g de etanol; uma garrafa de cerveja ordinária tem cerca de 25 g de etanol
> A LD-50 oral do etanol é 7,6 g / kg. Em um adulto isto significa uma dose de cerca de 550 g, isto é, o equivalente 7 garrafas de vinho ou 0,7 L de etanol puro.
> Devido a solubilidade tanto em água como em óleo, etanol facilmente atravessa as membranas celulares e o corpo inteiro é rapidamente inundado com o álcool
2) Os EFEITOS NARCÓTICOS
> Começam quando a concentração no sangue está por volta de 0,3g/L; os primeiros sintomas incluem pequenos distúrbios na concentração, perda da visão periférica e um andar diferente.
>Com 0,5 g/L nota-se euforia, um comportamento alterado, mas também relaxação mental.
>A pessoa realmente está bêbada se a concentração for maior do que 1 g/L. Neste caso surgem problemas na fala, reações retardadas, dificuldade para andar… o pileque clássico.
>Se a concentração for maior do que 2g/L, há perda da coordenação motora, estado de inconsciência profundo com risco de parada respiratória.
> A 5 g/L o efeito é, geralmente, fatal.


Principais sintomas observados da ressaca
Principais sintomas observados da ressaca

3) A INTOXICAÇÃO
metabolismo do etanol foi discutido na primeira parte deste artigo (http://falaquimica.com/?p=435 ). Lá, vimos o processo leva a uma deficiência de oxigênio nas células, produção e acúmulo de ácido lático (que leva a dor muscular) e um desequilíbrio no balanço NAD/NADH nas células. Os sintomas mais comuns da intoxicação estão descritos no gráfico da figura acima.

Os efeitos da intoxicação se devem também à presença de outros compostos orgânicos nas bebidas alcóolicas, tal como alguns ésteres e outros álcoois. O protagonista de muitos dos sintomas é o menor dos álcoois – o metanol.

Um cromatograma de algumas bebidas destiladas
Cromatogramas de algumas bebidas destiladas

Esta pequena molécula é muito tóxica: sua oxidação leva à formação do formaldeído e do ácido fórmico (o veneno das formigas), ambos muito prejudiciais. O distúrbio visual é o primeiro sintoma da intoxicação com metanol e doses maiores podem levar à cegueira e mesmo à morte.
metanol, ou álcool metílico
metanol, ou álcool metílico
O metanol está sempre presente pois vem dos processos de fermentação de frutas e cereais, que contém pectina. Durante a fementação a hidrólise dos ésteres do polissacarídeo libera o metanol.

4) ALIVIANDO os SINTOMAS:

IMPORTANTE: jamais use PARACETAMOL (como em Tilenol) durante a ressaca. Como vimos no capítulo anterior, um dos processos oxidativos do etanol é o microssomal (MEOS), que resulta em monooxigenases que podem oxidar o paracetamol naimina N-acetil-p-benzoquinona, que é carcinogênica. Além de perder o efeito terapêutico, o paracetamol pode lhe provocar um câncer.
Para combater a DOR de CABEÇA e DORES MUSCULARES: a re-hidratação, acompanhada de analgésicos, pode lhe ajudar. Uma mistura interessante é ácido acetil salicílico + ibuprofeno, já que ambas as drogas agem interropendo o ciclo de síntese das prostaglandinas, aliviando a dor e inflamações. Use também compressas de gelo na cabeça e fique em um quarto escuro, silencioso, por algum tempo.
re-hidratação é importante, pois é a falta de fluídos no corpo é a causa de muitos dos sintomas. Para isso, use água, sucos de frutas, canjas de legumes e mesmo re-hidratantes comerciais, como gatorade. A adição de açúcar no suco pode ser benéfica, pois ajuda a evitar a hipoglicemia.
Se você tiver muito enjôo, com vômitos freqüentes, então as etapas acima são mais difíceis; você terá que ser paciente. Mas não evite a re-hidratação.
A diarréia é um sintoma mais sério, pois provoca uma rápida desidratação, que pode levar a um quadro mais grave. Neste caso, se persistir, você deverá ir a um posto de saúde para tomar um soro fisiológico + solução de glucose de forma intravenosa.
Algumas dicas para aliviar sua ressaca
Algumas dicas para aliviar sua ressaca
E, finalmente, tenha calma. Não há cura instantânea. Prometa que nunca mais vai beber e espere um pouco… em menos de 24 horas você estará novo em folha. Pronto pra outra! :)
Em tempo: a única forma verdadeira de evitar a ressaca é não consumir o etanol. Mas, se você consumir, use a moderação e provavelmente não terá uma intoxicação muito séria.
 Disponível em : http://falaquimica.com/?p=1057

Seu Corpo e os Refrigerantes


Os refrigerantes e o seu corpo, como assim?
Primeiros 10 minutos: 10 colheres-de-chá de açúcar batem no seu corpo, o que significa: 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.
Passados 20 minutos:  o nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito para esse momento em particular.)
 
Passados 40 minutos: a absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.
 
Passados 45 minutos: o corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como a heroína.)
 
Passados 50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.
 
Passados 60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, dos quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa, você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas que farão falta ao seu organismo.
 
Especialista diz que refrigerante pode ter efeito tão maléfico quanto o do tabaco
 
 
Pesquisa indica que o consumo diário da bebida açucarada aumenta consideravelmente o risco de diabetes do tipo 2.
 
Um novo estudo indica que beber refrigerante com frequência pode ser mais maléfico ao organismo do que se pensava. Tanto quanto o cigarro, inclusive, segundo especialistas. Ocorre que o líquido adocicado e repleto de gases pode causar diabetes do tipo 2.
 
A pesquisa foi realizada pelo pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas.
 
O resultado foi que: tomar 360mL de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a enfermidade. Para piorar, o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe 18%.
 
“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, este item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, afirma Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.
 
O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.
 
Fonte: http://www.vocesabia.net/
Adaptado de http://abr.ai/1a3UmFD 
http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?acao=quimica/ms2&i=21&id=729
 
 

Thriller- Química para Zumbis



Esta é uma fantástica apresentação de alunos do 3ºano C do Ensino médio do CEPI- José Carlos de Almeida em Goiânia, do projeto Lendas, bruxarias e Química, idealizado pela profesora Shirley Fernanda Paiva . O vídeo começa com uma apresentação de teatro e em seguida os alunos entram para dançar a coreografia de Thriller de Michael Jackson. Vale a pena assistir até o final e ver estes brilhantes alunos caracterizados de zumbis. Uma super produção! Parabéns pelo trabalho!

Zumbi Real: O Caso Clairvius Narcisse


Imagine escutar os pregos do seu caixão, e a terra o cobrindo. Depois, imóvel, você toma uma mistura química que o transforma em zumbi e depois de 18 anos reencontra a sua família. Esta é a história de Clairivus Narcisse.


Este é Clairvius Narcisse, um autentico zumbi que 
voltou para o mundo real. Não existem fotos dele 
vivendo como um zumbi.

Imagine você ver seu parente ser enterrado. Se despedir, chorar e lamentar a morte de alguém que gostava tanto. Os anos passam e a dor diminui, mas o inacreditável acontece e 18 anos depois este seu parente que você viu ser enterrado reaparece e diz que foi vítima de um feiticeiro que o transformou em zumbi! Calma, a história é verdadeira e ajudou o antropólogo americano Wade Davis a identificar algumas substâncias químicas responsáveis por esta transformação.

No dia 30 de abril de 1962, Clairvius foi até o hospital Albert Schweitzer queixando-se de dores no corpo, febre e um grande mal-estar geral. Dois dias depois, os médicos constataram sua morte e sua irmã assinou o atestado de óbito. Clairvius foi enterrado em 2 de maio de 1962. A morte teria sido encomendada por seu irmão, que estava de olho em uma terra de Clairvius, a um bruxo (bokor). Só que este bruxo o drogou e após o cerimonial, desenterrou o pobre Clairvius e o fez ingerir uma mistura química que o transformou em zumbi. Ele foi obrigado a trabalhar junto com outros zumbis que o bruxo tinha em uma plantação de açúcar, até que em 1964 o bruxo morreu, e Clairvius foi lentamente recuperando a consciência, pois não era mais administrada doses de veneno pelo bruxo. Depois de anos vivendo como andarilho, ele voltou para sua terra natal e sua irmã Narcisseâ o reconheceu, e ele contou sua história.

O caso ficou famoso e despertou o interesse de cientistas, entre eles o famoso antropólogo americano Wade Davis, que em 1982 viajou para o Haiti e fez uma investigação séria sobre o assunto, confirmando sua veracidade e ainda mais, descobrindo as substâncias químicas envolvidas na zumbificação.
Clairvius Narcisse ao lado que ele acredita ser
o túmulo onde ele foi enterrado.
Segundo Davi, após entrevistar diversos feiticeiros da região, verificou que todos falavam em comum de uma espécie do peixe Baiacu. Assim, ele descobriu que esse peixe possui no fígado e nos órgãos sexuais um potente veneno, chamado tetrodoxina, que paralisa o sistema nervoso central e pode fazer as pessoas parecerem mortas. Outra substância usada é a bufotoxina, encontrada em sapos, que tem efeito parecido com o da tetradoxina. Depois, ele descobriu que os feiticeiros administravam outra substância para manter as pessoas drogadas, e esta substância é extraída da planta Datura stramonium, uma planta com fortes substâncias psicoativas.

Wade Davis escreveu um famoso livro sobre o caso e suas descobertas, chamado "The Serpent and the Rainbow", que por sua vez foi transformado no filme "A Maldição dos Mortos-Vivos".

Para tentar evitar que mais pessoas sejam transformadas em zumbis, o código penal do Haiti determina que fazer uma pessoa parecer morta a ponto de ela ser enterrada é considerado assassinato, não importa o que aconteça depois.

Wade Davis viajou em 1982 para o Haiti para descobrir a fórmula secreta responsável pela
zumbificação. Ele estudou o caso de Clairvius Narcisse



Disponível em : http://www.assombrado.com.br/2013/06/zumbi-real-o-caso-clairvius-narcisse.html



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AFRODISÍACOS: mitos e verdades sobre a química do SEXO

Afrodisíaco” é  “droga ou agente que estimula ou aumenta as respostas sexuais” e “que desperta desejo sexual“. Canal Fala Química apresenta um olhar da ciência sobre os afrodisíacos: o que é mito, o que é fato e quais são as substâncias que, comprovadamente, atendem ao menos uma das definições para este verbete.
1) ETANOL [FATO]
Uma das primeiras substâncias utilizadas como afrodisíaco foi o álcool. Terence, no livro Eunuchus, disse: “Sine Ceres et Libero friget Venus“, isto é, sem comida e vinho não há sexo. Em um estudo publicado na revista Nature, em 1994, ficou demonstrado quea ingestão de pequenas doses de álcool aumenta o nível de testosterona (o hormônio masculino) na mulher – isto, sem dúvida, aumenta o desejo sexual feminino.
Venus, Cupid, Baccchus e Ceres
Venus, Cupid, Baccchus e Ceres
Além disso, o álcool pode reduzir a ansiedade e libertar as inibições morais e culturais, deixando o casal com menos restriçõesao sexo. Isto, porém, é tudo o que a ciência diz sobre o álcool como afrodisíaco. Se a dose for alta, entretanto, o efeito é o oposto: o álcool causa impotência sexual.

2) PRATOS EXÓTICOS  [MITO]
Muitos pratos exóticos  têm, segundo a cultura popular, poderes afrodisíacos. Entre estes, figuram  principalmente os frutos do mar. Mas há iguarias extremamente estranhas, tal como o sangue de cobra, pênis de certos animais (o filósofo grego Hipócratesreceitava o pênis de animais não somente para a libido mas, também, para picadas de cobras), o feto de porcos e vacas,testículos de veado, urina de vários animais, incluindo o elefante. O chá de pinhas de pinus também, segundo a crença, tem estes poderes.
Sopa com testículos de veado
Sopa com testículos de veado
A regra geral é que quanto mais caro e mais exótico for o alimento, mais pessoas acreditam em seu poder afrodisíaco. Há, entretanto, representantes desta área em espécies mais comuns, como o amendoim, o côco, o pinhão, a uva, entre outros. Não há nenhuma evidência de que qualquer uma destas iguarias (exóticas ou não) tenham efeitos sobre o apetite e performance sexual.   
sopa de pênis de tigre em Taiwan
sopa de pênis de tigre em Taiwan
Uma panela de sopa de pênis de tigre, por exemplo, custa $350 em Taiwan – eles acreditam que é um dos mais poderosos afrodisíacos do mundo!
3) FÁRMACOS contra IMPOTÊNCIA [FATO]
Algumas drogas têm, comprovadamente, efeito sobre a impotência masculina. A primeira droga que foi reconhecida pelo FDA como possuidora desta propriedade foi o ácido 3-hidroxi-2-(3-hidroxi-1-octenil)-5-oxo-ciclopentaneheptanóico, popularmente conhecido como alprostadil, aprovado no dia 6 de julho de 1995 pelo FDA, e fabricado pela Upjohn Company, sob o nome de Caverject.
Alprostadil
Alprostadil
O inconveniente era que esta droga deveria ser injetada, com uma seringa, no pênis, minutos antes da relação sexual. A droga dilata o corpo cavernoso, permitindo uma maior entrada de sangue no pênis e a consequente ereção.
Sildenafil (viagra)
Sildenafil (viagra)
Pouco tempo depois foi lançado o Viagra, também aprovado pelo FDA e produzido pela Pfizer, que além de possuir maior eficácia, era de ingestão oral – melhor do que o Caverject, que tinha que ser injetado. Hoje existem várias drogas similares, com menos efeitos colaterais.
4) RAIZ de GINSENG [MITO]
A palavra Ginseng significa “raiz do homem“, e foi usado como um rejuvenescedor e revigorante na China, China, Tibet, Coréia, Indochina, and Índia. Sua forma lembra uma figura humana.
Raiz de Ginseng
Raiz de Ginseng
A raiz, de fato, é ligeiramente estimulante, tal como o café. Segundo o FDA, entretanto, não existe nenhum dado científico que consiga associar ao extrato da raiz qualquer efeito afrodisíaco.
5) OSTRAS e MARISCOS [MITO]
Afrodite, a deusa do amor segundo a mitologia grega, ou Venus segundo a romana, nasceu do mar – daí a razão de muitos frutos do mar serem ditos afrodisíacos.
Sandro Botticelli - O nascimento de Venus
Sandro Botticelli – O nascimento de Venus

Muitos afrodisíacos obedecem a “lei da similaridade“: as pessoas acreditam que um objeto que lembra a forma da genitália pode trazer poderes sexuais. Daí vem o uso das ostras (e aqui em Florianópolis, também com os mariscos), entre outros. As ostras e mariscos lembram a forma da vagina feminina, caindo na “lei da similaridade“. Novamente, não há nenhuma prova científica que sustente o credo popular.
Ostras, mariscos e mexilhões lembram vagina
Ostras, mariscos e mexilhões lembram vagina
Concluindo, a grande maioria dos compostos e misturas tidos como afrodisíacos são cientificamente infundados. A cultura popular, entretanto, não aguarda os avanços científicos. Como, na maioria das vezes, a causa da impotência masculina é psicológica, a crença de super-poderes nestes produtos pode ajudar a reverter o quadro, e causar a ereção, em um clássico efeito placebo. Neste caso, basta ter fé, a composição química do produto pouco importa. Como diz um velho ditado, “O órgão sexual mais importante é aquele que fica entre as orelhas”. Use bem o seu!
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