quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Coca-cola riscos e curiosidades






Ingrediente ativo da Coca-cola é o ácido fosfórico
Para a sua informação o ingrediente ativo da Coca-cola é o 
ácido fosfórico. Seu PH é 2.8. 

Para você ter uma idéia ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias. 
O ácido fosfórico também “rouba” cálcio dos ossos e é o maior
 contribuinte para o aumento da osteoporose.
 Há alguns anos fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar
 o porquê do aparecimento de osteoporose em crianças a partir de 
10 anos (pré-adolescentes).
Resultado: excesso de Coca-cola e falta de orientação dos pais. 
Para transportar o xarope de Coca-cola, os caminhões comerciais 
devem ser identificados com a placa de Material Perigoso que é 
reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.
* Muitas destas experiências, foram testadas no laboratório da 
faculdade, e  aprovadas.Agora imagine o que ela causa no 
organismo do ser humano!
Você gostaria de um copo de água ou um copo de Coca-cola?
 Espero ter ajudado.
Se você puser um osso em uma tigela com Coca-cola ele e dissolverá em dois dias. 
Para limpar privadas despeje uma lata de Coca-cola dentro do vaso e deixe 
a "coisa" decantar por uma hora e então dê descarga, o ácido cítrico na Coca-cola remove manchas na 
louça do vaso. Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis esfregue o um 
chumaço de papel de alumínio umedecido com coca-cola. Para limpar corrosão dos terminais de baterias 
de automóveis despeje uma lata de Coca-cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão. Para 
soltar um parafuso emperrado por corrosão aplique um pano encharcado com Coca-cola sobre o parafuso 
enferrujado por vários minutos. Para remover manchas de graxa das roupas: despeje uma lata de Coca-cola
 dentro do tanque com as roupas com graxa, adicione detergente e bata em ritmo regular,
 a Coca-cola ajudará a remover as manchas de graxa.
 A Coca-cola também ajuda a limpar o embasamento do pára-brisa do seu carro.


escrito por : Sidney Araújo

disponível em : http://www.dbergmann.com.br/2012/10/ingrediente-ativo-da-coca-cola-e-o.html



dis

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As três fases do amor


1º) Desejo sexual
 
É a fase da luxúria, do impulso sexual indiscriminado desencadeado pelos nossos hormônios  sexuais, a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres.
 
 
 
2º) Amor Romântico
 
É a fase da atração sexual seletiva, do namoro e da paixão. É quando perdemos o apetite, a concentração, o sono e a razão. É quando o coração bate mais depressa, as mãos ficam suadas e a respiração parece falhar. A passagem da fase do desejo para a do amor é controlada pela feniletilamina, uma molécula natural semelhante às anfetaminas. Há uma descarga de dopamina e norepinefrina, duas substâncias associadas aos centros de prazer no cérebro. São na prática, estimulantes naturais do cérebro.
 

3º) Fase de ligação
 
É a fase do compromisso, do amor maduro, da estabilidade emocional. Aqui entram em ação, sobretudo dois hormônios: a oxitocina, libertada durante o ato sexual é conhecida como o "hormônio do carinho" ou "do abraço"; e a vasopressina, tida como o hormônio da fidelidade.
 

Disponível em : http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?acao=quimica/ms2&i=23&id=707

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fogos de Artifício - A Química das cores ou as cores da Química?

Final de ano, nada mais comum que passar a virada do ano vendo o show de fogos de artifício, seja ao vivo ou pela TV. Quem nunca fez isso?
Shows de fogos de artifício são muito bonitos, no entanto, o barulho nas redondezas do espetáculo é gigantesco. E isso, é devido à grande quantidade de pólvora existente em um fogo de artifício.
Um fogo de artifício é composto basicamente por pólvora (mistura de enxofre, carvão e salitre 'nitrato de potássio') e por um sal de um elemento determinado (o que irá determinar a cor da luz produzida na explosão).
A pólvora foi bastante utilizada nos últimos séculos, principalmente, no século XX, durante a 1ª e 2ª Guerra Mundial. Geralmente, a descoberta da pólvora é atribuída aos chineses, que aparentemente a fizeram por volta do ano 1000 d.C. ou seja, por volta do século XI. Foi também os chineses que inventaram os fogos de artifício. Não como eles são encontrados hoje, mas de uma forma primária.
Na Europa, como é de conhecimento de muitos, ocorreram diversas guerras, dentro e patrocinadas por seus países. Isso ajudou no desenvolvimento de técnicas de trabalho com a pólvora e até a sua melhoria. Neste continente, a pólvora chegou por volta do século XIII ou XIV, mas só no século XVIII, durante a Revolução Francesa que a sua produção foi melhorada. Antoine Laurent Lavoisier, durante esta revolução, foi nomeado como o responsável pela munição, ou seja, pela pólvora. Até então, o salitre utilizado na produção de pólvora era obtido de forma primitiva e em pequenas quantidades. Lavoisier foi quem descobriu uma maneira de sintetizar o salitre em grandes quantidades, o que possibilitou um aumento sensível na produção e utilização da pólvora.
A pólvora, em um fogo de artifício, possui, além do nitrato de potássio (KNO3), perclorato de potássio (KClO4) ou clorato de potássio (KClO3).  Estes compostos são denominados oxidantes e são altamente explosivos. A presença desses sais (KClO4 e KClO3) é uma forma de aumentar a explosão e a claridade proporcionada pelo fogo de artifício. Geralmente é utilizado sais de potássio, mas não de sódio, isso é devido ao fato dos sais de sódio absorverem água da atmosfera com maior facilidade do que os sais de potássio. Esse fato é o que impossibilita a utilização de sais de sódio em fogos de artifícios, uma vez que ao serem estocados, caso fossem feitos com sais de sódio, ocorreria a absorção de água, o que atrapalharia no momento da explosão do fogo. Além da intensa luz amarela que é obtida com os sais de sódio, que ofuscaria as outras cores.
A Química das cores dos fogos de artifício
As cores produzidas em um show de fogos de artifício são produzidas a partir de dois fenômenos, a incandescência e a luminescência.
A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento de substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo, ele passa a emitir radiação infravermelha, que vai se modificando até se tornar radiação visível na cor branca. Isso irá depender de qual temperatura é atingida. Um exemplo de incandescência são as lâmpadas incandescentes, onde existe um filamento de tungstênio que é aquecido e passa a produzir luz, a partir da incandescência. Este fenômeno é, também, visto nos fogos de artifício, nos quais são utilizados metais como o alumínio e magnésio, que ao queimarem produzem alta claridade.
A luminescência é a luz produzida a partir emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que volta para o nível de energia menos energético de um átomo.
Este fenômeno, a luminescência, pode ser explicado da seguinte forma: 1) Um átomo, de um elemento químico qualquer, possui elétrons em níveis de energia. Ao receber energia, estes elétrons são excitados, ou seja, são promovidos a níveis de energia mais elevados. A quantidade de energia absorvida por um elétron é quantizada, ou melhor, é sempre em quantidades precisas, não podendo ser acumulada. 2) O elétron excitado tem a tendência de voltar para o nível menos energético, pois é mais estável. Quando ocorre esta passagem, do nível mais energético para o menos, ocorre também a liberação da energia absorvida, só que agora, na forma de um fóton, ou seja, na forma de luz. 
A luminescência é uma característica de cada elemento químico. Ou seja, átomos de sódio quando aquecido, emitem luz amarela, pela luminescência. Já os átomos de estrôncio e lítio produzem luz vermelha. Os de bário produzem luz verde e assim por diante.
Os fogos de artifício utilizam deste fenômeno e desta variedade, uma vez que há fogos das mais diversas cores. No entanto, nos fogos de artifício são utilizados sais destes elementos químicos, pois o elemento puro, é muitas vezes, reativo.  Na tabela a seguir, há uma relação entre as cores e os sais dos elementos químicos utilizados para a sua produção.
Sais de sódio, tais como: NaNO3,  Na3AlFe NaCl
Sais de cobre, tais como: CuCl e Cu3As2O3Cu(C2H3O2)2
Sais de cálcio, tais como: CaCl2, CaSO4 e CaCO3
Sais de estrôncio e lítio, tais como: SrCOe Li2CO3  
Sais de bário, tais como: Ba(NO3)2e BaCl+
Mistura de sais de estrôncio e cobre
Alumínio e magnésio, metálicos ou sais
Referência Bibliográfica
1-
KOTZ, J., C., TREICHEL, P., Química e Reações Químicas, 3ª edição, volume 2; Rio de Janeiro, Editora LTC, 1998.
2-Tosi, L. Química Nova. 1989,12(1), 33-56.


Escrito por: Miguel A. Medeiros, em 18 de junho de 2004

Disponível em: http://www.quiprocura.net/fogo.htm

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Composição química das tatuagens



Sais de Cádmio: pigmentação vermelha.
A Tabela Periódica dos elementos químicos é um arranjo que permite não só verificar as características dos elementos, mas também fazer previsões de como esses se comportam frente às reações. Os elementos da Família da tabela são denominados Elementos de transição e são objetos de nosso estudo sobre as tatuagens.

Os elementos de transição possuem a propriedade de formar compostos coloridos, devido a essas características são usados para muitos fins como: fabricar vidros coloridos e nas tatuagens.

As tatuagens já existem há alguns anos, mas seu uso ultimamente se intensificou. A prática de se tatuar já foi vítima de preconceitos, que relacionavam as pessoas tatuadas com marginais. Embora atualmente ainda ocorra discriminação, as tatuagens são vistas com naturalidade, principalmente pelo público jovem.

As tatuagens podem ter vários significados, por exemplo, em alguns grupos sociais elas funcionam como forma de comunicação não-verbal, e servem para identificar os membros de um mesmo grupo, tribo ou sociedade. Existe uma máfia japonesa conhecida por Yakusa, cujos membros utilizam tatuagens para se identificar e indicar sua lealdade ao grupo.

Existem dois tipos de tatuagem:

Temporárias: são conhecidas como tatuagens de Hena, este nome provém da planta da qual é retirada a pigmentação: a Henna lausonia inermes. Essa planta é originária da Índia e países do Oriente Médio, sua coloração natural é marrom ou ferrugem e não possui efeito tóxico. O risco está na adição de carbono e de substâncias contendo chumbo e mercúrio para obtenção da cor preta.

Definitivas: é preciso pensar muito antes de optar por este tipo de tatuagem, que como o próprio nome indica, é definitiva. Só existe uma forma de removê-la, que é através de laser: um processo doloroso e o resultado final não é muito satisfatório, pois no lugar da tatuagem fica uma cicatriz.

A técnica utilizada nas tatuagens permanentes consiste em introduzir na derme com o auxílio de agulhas, pigmentos que ficam retidos nas células da pele. Os pigmentos mais comuns e suas cores específicas estão relacionados abaixo:

Pigmento                                                         Cor 
Sulfeto de Mercúrio ........................................................     Preto
Carbono (carvão)     .......................................................     Preto
Sais de cádmio        .......................................................     Amarelo ou vermelho
Sais de crômio         .......................................................     Verde
Sais de ferro            .........................................................   Castanho, rosa e amarelo
Óxido de Titânio     .........................................................     Branco
Sais de cobalto     ...........................................................     Azul

Disponível em : http://www.brasilescola.com/quimica/tatuagens-sob-ponto-vista-quimico.htm

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Porque as pimentas ardem?


     O princípio ativo que causa o "calor" das pimentas é um alcalóide cristalino denominado de CAPSAICINA. Ele é produzido por glândulas localizadas na junção da placenta e a parede do fruto. A capsaicina se espalha por todo o interior do fruto mas é mais concentrado no tecido placentário. Portanto, se quiser comer a pimenta mais suave, retire as sementes, isto ajuda a tirar grande parte do alcalóide.
     P. A. Buchohz em 1816 descobriu pela primeira vez que o princípio ativo das pimentas poderia ser extraído dos frutos macerados em solventes orgânicos. Em 1846, L. T. Thresh documentou que o princípio ativo poderia ser extraído em estado cristalino. Foi Thresh que nomeou esta substância de capsaicina. Em 1878, um cientista húngaro chamado Endre Hogyes extraiu capsaicina, o qual chamou de capsaicicol e descobriu que ela estimulava a membrana das mucosas da boca e estômago e aumentava a secreção do suco gástrico. A capsaicina foi sintetizada pela primeira vez em 1930 por E. Spatti e F. S. Darling.

Ficheiro:Capsaicin Formulae.png

     A Capsaicina é um alcalóide incrivelmente poderoso e estável, aparentemente não afetado pelo frio ou calor, o qual retém seu potencial original, a despeito do tempo, cozimento ou congelamento.
     Devido ele não possuir sabor, odor ou cor, é um dos compostos mais "pungentes"  (picantes) até agora conhecidos, detectado no palato (céu da boca) em diluições de 1 para 17 milhões. É ligeiramente solúvel em água, mas muito solúvel em alcoois, gorduras e óleos (isto vale dizer que quando comer uma pimenta e arder muito na boca e língua, o melhor seria tomar uma pequena dose de vodka para amenizar, ao invés de tomar água).
     A palavra capsaicina descreve atualmente um complexo de componentes relacionados chamados capsaicinóides. Estes, são componentes químicos que dão às pimentas sua ardência caracerística. Cientistas identificaram e isolaram 5 componentes naturais da família e um primo sintético, o qual é usado como medida de referência para determinar a pungência relativa das outras. Suas concentrações são: Capsaicina (C) 69%; Dihidrocapsaicina (DHC) 22%; Nordihidrocapsaicina (NDHC) 7%; Homocapsaicina (HC) 1% e Homodihidrocapsaicina (HDHC) 1%, naturais e a Vanilamida de ácido n-nonanoico (VNA) sintético.
     A capsaicina é o mais poderoso destes componentes e os químicos, quando utilizam o pó cristalino,  precisam manipulá-lo com extremo cuidado, numa sala especial e com proteção total do corpo. "Sua inalação não é tóxica mas você desejaria estar morto antes disso acontecer".


Gosto e Sabor
     A sensação de calor criada pela capsaicina em pimentas e causada pela irritação de células trigeminais, localizadas na boca, nariz e estômago, as quais são receptores para a dor. Estes neurônios sensitivos lançam substancias P, um neurotransmissor químico que comunica ao cérebro sobre a dor ou inflamação na pele. O consumo repetido de pimenta confunde receptores da substancia P. Por esta razão e que algumas pessoas toleram comer cada vez mais pimentas, tendo a sensação de menos calor. Quando aplicada topicamente sobre a  pele, a capsaicina ativa uma explosão da substancia P das fibras C, sendo este o inicio da sensação de queimação. 
    Existe uma confusão sobre os efeitos da capsaicina na língua e botões gustativos, começando com a noção de que o homem que conseguir comer a pimenta mais quente seria conseqüentemente mais viril, pura ilusão. A realidade e que estes homens não são melhores que os outros, apenas não possuem ou tem pouca sensibilidade para a capsaicina. Cerca de 50% da população sensíveis normais, o que vale dizer que possuem um numero suficiente de botões gustativos por cm3 em suas línguas. O restante da população e dividida entre os super-sensíveis, que possuem muito mais botões gustativos e os não-sensíveis, que tem pouco ou praticamente nenhum botão gustativo na língua. Algumas vezes, sensíveis normais e super-sensíveis comem comidas que são picantes demais e sua língua pode sofrer queimaduras de contato. Isto certamente danifica os botões gustativos, mas eles são logo recolocados em cerca de 2 semanas.
     De modo geral, pessoas que amam comer pimentas concordam que elas melhoram o sabor das outras comidas, enquanto pessoas que evitam comidas quentes afirmam que as pimentas reduzem ou mascaram seu sabor. De fato, a muito tempo se fala que a capsaicina das pimentas destrói ou danifica os botões gustativos. Ocorre, segundo estudos recentes, uma desensibilização, causando um decréscimo da sensibilidade tactil e gustativa na língua, mas este efeito parece ser temporário e não destrói os botões gustativos. Mas esta desensibilização significa também uma maior tolerância para a capasaicina, então, o mesmo nível de calor não seria percebido da mesma maneira em pessoas diferentes. 
     Tudo é muito relativo e a explicação mais fácil porque as pessoas gostam de sentir dor quando comem é simplesmente que isto adiciona uma nova dimensão e complementa o sabor.

Refrescando o Calor
     Muitas substâncias tem sido propostas como um antídoto para a boca no caso de queimação pelas pimentas, incluindo água, leite, açúcar, pão, frutas cítricas, cerveja entre outros. Teoricamente, estas substâncias tanto podem lavar ou diluir a capsaicina ou como o pão, pode absorve-la. O problema, no entanto, é que a capsaicina é "ligada" a sítios receptores nervosos na boca e não é facilmente deslocada ou diluída. Lembrando que a capsaicina é muito miscível com álcool, gorduras e óleos, mas não muito em água.
     John Riley em 1989, editor da revista Solanacea, testou várias substâncias reportadas como removedoras da queimação pela capsaicina em pimentas. Em cada teste, um pequeno pedaço de pimenta Serrano foi mastigado por um minuto, e então uma das substâncias foi aplicada. O período de tempo até a sensação de queimação aliviar foi medida e os resultados foram estes: 

Substâncias                                                                 Minutos
Lavagem da boca somente com água............................................11

Lavagem da boca com uma colher de sopa de óleo...........................10
Beber 1/2 xícara de xarope de suco concentrado..............................10
Lavagem da boca com uma colher de sopa de glicerina....................... 8
Beber 1/2 xícara de leite, bochechando..........................................7

     Como podem ver o leite foi o vencedor, e de fato, produtos derivados do leite tem sido a muito tempo relatados como o melhor refrescante para os efeitos  da capsaicina . Mas porque?
     Cientistas acreditam que a caseina do leite é a responsável por este efeito refrescante. A caseína é uma fosfoproteína que age como um detergente e retira a capsaicina dos sitios de ligação dos  receptores nervosos da boca , contidos nos botões gustativos. A caseína no leite está sob a forma de caseinato de cálcio, o qual constitui cerca de 3% do leite. Outros produtos que possuem caseína são o chocolate ao leite, algumas nozes e feijões.


Toxicidade dos capsaicinoides

     Um método para determinar o nível tóxico letal dos capsaicinoides em animais, e extrapolando para seres humanos, pesquisadores utilizaram ratos, camundongos, cobaias e coelhos. Foi administrada capsaicina pura, intravenosa e subcutaneamente, no estômago e aplicação tópica, até a morte dos animais. A dose tóxica letal de capsaicina, medida em miligramas por Kg do animal foi de 0,56 mg, intravenosa, até 190 mg, quando consumida e 512 mg na aplicação tópica. A provável causa da morte em todos os casos foi parada respiratória.  Em seres humanos a dose tóxica está em torno de 13 gramas de capsaicina cristalina pura. Acredita-se que doses menores que esta poderia ser letal. Uma pessoa teria que consumir cerca de 1,8 litros de molho Tabasco de uma vez para ficar inconsciente.
     Existem pesquisas do perigo em seres humanos de vários produtos que contém capsaicina como ingrediente. Óleoresinas de capsicum é um ingrediente extremamente forte usados em molhos picantes. Para algumas pessoas, com poucos botões gustativos, estes molhos não chegam a preocupar mas para outras ocorre uma reação muito negativa, experimentando queimaduras severas e algumas vezes com bolhas na boca e na língua. Outra reação imediata pode ser  náusea, alteração na respiração, desmaio e vômito espontâneo. Mais cuidado com molhos que contém óleoresinas  de capsaicina como ingrediente daqui para frente. Apesar dos efeitos adversos  que isto pode causar, molhos super fortes não matarão você.


Oleoresinas de Capsicum
     Oleoresinas são extratos, ou óleos altamente concentrados, feitos de pimentas secas, picantes ou não, usados na culinária, medicina e corantes além de outros propósitos. Existem 3 tipos principais: oleoresinas de capsicum, oleoresinas de pimentas vermelhas e oleoresinas de páprica.
     Oleoresinas de capsicum são feitas das pimentas mais fortes disponíveis. geralmente da África, Índia ou Ásia, apesar de que qualquer outra pimenta picante pode ser usada.  A escala de calor fica geralmente entre 500.000 e 1.800.000 S.U. (Scoville Units) ou 4% a 14% de capsaicina. 500g de oleoresina equivale a 10Kg de pimentas cayenne. Este tipo de oleoresina é  extremamente forte é usado em defesa pessoal como spray de pimenta, em molhos super-picantes, em medicamentos como cremes analgésicos tópicos e em alguns alimentos industrializadas. 
     Em extrato mais moderado de oleoresina de pimentas vermelhas são produzidas em abundância no México, USA, Índia e Turquia. Ele atinge de 80.000 a 500.000 S.U. e 500g desta oleoresina equivale a 5 Kg de pimentas vermelhas de boa qualidade. É usado principalmente em alimentos processados.
     A oleoresina de páprica é extraído de um grande número de variedades de páprica não picantes. Contudo, quanto mais moderada a pimenta, maior seu conteúdo de coloração e são usadas basicamente como corantes vermelhos em comidas manufaturadas.
   
Disponível em: http://www.reocities.com/NapaValley/1819/quimica.htm



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A deliciosa química do chocolate



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Associado à paixão, ao bem estar e, para alguns exagerados, ao vício, o chocolate é um alimento extremamente antigo, sendo que já foi idolatrado por certos povos, como os astecas.


Sua ligação com a paixão e com o bem estar existe, pois ao ingerir chocolate, uma série de substâncias que esse alimento contém, como a feniletilamina e o triptofano são introduzidas no organismo. Além disso, há liberação de endorfina, que é um opióide produzido pelo próprio organismo.Uma das substâncias em questão, o triptofano, é um precursor da serotonina. A serotonina pode estar ligada ao aumento de apetite e à obesidade.  Além disso, há estudos que compravam a ligação da serotonina com o humor. Isso se dá, pois há uma ampla distribuição desse neurotransmissor no sistema límbico. Experimentos já foram realizados, onde o triptofano foi usado no tratamento de depressão com o objetivo de aumentar a síntese de 5-HT.

Além dos efeitos que a serotonina pode desencadear, a ingestão de chocolate aumenta os níveis de endorfina no cérebro. A endorfina é relacionada ao bom humor, sensação de bem-estar e euforia e também a um efeito analgésico. 

Com todos esses efeitos, os ditos chocólatras podem tentar justificar o seu vicío. Porém os poucos estudos nessa área, revelam que ainda não há um consenso se o chocolate pode realmente viciar, pois é evidente que há uma alteração química no corpo, mas não necessariamente essa alteração pode causar algum tipo de vício.

A explicação para o vício pelo chocolate pode estar relacionado a presença de algumas substâncias entre elas a cafeína. A molécula de Teobromina, ainda que não seja uma substância considerada viciante, foi apontada como causadora do vício por chocolate. Além da teobromina e da cafeína, o chocolate possui também na sua composição a feniletilamina. Todas essas substâncias são alcalóides, as duas primeiras da família das metil-xantinas, da qual também fazem a teofilina encontrada no chá. Esses três alcalóides só diferem no grupo de metilas ligadas aos anéis. a cafeína tem três, enquanto a teobromina e a teofolina tem dois, mas em posições diferentes. Já a feniletilamina é um alcalóide do grupo das anfetaminas.


Teobromina, cafeína e feniletilamina




Essas substâncias são estimulantes, por isso o chocolate agilizam o raciocínio. Possui também a capacidade de estimular a produção de serotonina, responsável por proporcionar aquela sensação de bem estar, bom humor e relaxamento, ajudando a combater ansiedade e depressão.
O fato é que independente da explicação, saborear um chocolate causa uma sensação única de prazer e relaxamento que nos faz esquecer de tudo naquele momento, algumas pesquisas já revelaram que muitas mulheres sentem mais prazer ao degustar um brigadeiro do que durante uma relação sexual, isto porque além de todas estas sensações citadas ele também causa o que chamamos de compensação de libido, não é a toa que mulheres na TPM ou quando levaram um fora sentem uma necessidade imensa de comer chocolate... 

Adaptado: Disponível em : http://neuromed88.blogspot.com.br/2008/10/qumica-do-chocolate.html

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Princípio Químico do Bafômetro


A medida do teor alcoólico do organismo humano pode ser efetuada pelo bafômetro
Uma pessoa que ingere bebida alcoólica, dependendo da quantidade de álcool ingerido num determinado intervalo de tempo, da quantidade de alimento ingerido antes ou depois, e de outros fatores, pode sofrer várias reações em seu organismo.
Mas, em todos os casos, à medida que aumenta a concentração de álcool no sangue, a capacidade de julgamento e de avaliação de riscos da pessoa diminui, de forma que ela pode se tornar perigosa para si mesma e para outros; principalmente se estiver dirigindo um veículo. Veja a tabela a seguir:
Em razão disso, a legislação brasileira estabelece que uma pessoa está incapacitada para dirigir com segurança se tiver uma concentração de álcool no sangue superior a 0,8 g/L. Isso corresponde a 5 mL de álcool puro, que é o que tem em 1 copo pequeno de cerveja ou na terça parte de uma dose de uísque.
No entanto, a pessoa ainda pode beber um pouco mais do que isso e continuar abaixo do nível permitido na legislação, porque o nosso organismo tem mecanismos que eliminam as substâncias tóxicas. Entre eles está o fato de que o sangue com álcool passa pelos pulmões, então parte do álcool é eliminado pelo ar alveolar. Desse modo, quando a pessoa respira, o ar que ela exala indica se ela ingeriu bebida alcoólica; pois há uma relação constante entre a quantidade de álcool existente no sangue e no ar alveolar, que é de 1/2000. Isso significa que em 1 cm3 de sangue contém tanto álcool quanto em 2000 cm3 de ar alveolar.
Para verificar se uma pessoa está dirigindo embriagada existe o teste do bafômetro, que faz essa detecção exatamente pelo ar expirado. Seu princípio de funcionamento baseia-se em reações de oxidorredução.
Os bafômetros descartáveis são constituídos de um tubo com uma mistura sólida de dicromato de potássio e sílica em meio ácido. Quando o ar expirado pela pessoa é colhido no bafômetro ocorre uma reação de oxidorredução em que há a oxidação do etanol (álcool) à etanal (aldeído) e a redução do dicromato a cromo (III), ou mesmo a cromo (II), conforme a reação:
K2Cr2O7(aq) + 4H2SO4(aq) + 3CH3CH2OH(g) → Cr2(SO4)3(aq) + 7H2O(l) + 3CH3CHO(g) + K2SO4(aq)
alaranjado                                     incolor                         verde                                incolor
Visto que o dicromato possui uma cor alaranjada e o cromo uma cor verde; se a pessoa assoprar no tubo e houver a mudança da cor, isso indicará que a pessoa está com álcool no sangue acima do permitido. Quanto mais intensa for a cor verde, maior é o teor de álcool no sangue.

Abaixo isso é mostrado de acordo com o que é estabelecido nos países que possuem uma legislação mais rigorosa do que a do Brasil.
Mas os instrumentos usados pelos policiais rodoviários são bafômetros mais sofisticados, que podem ser de dois tipos; veja cada um:

  • Detector-medidor eletroquímico: esse tipo de bafômetro é baseado no princípio da pilha de combustível, porque haverá a combustão incompleta do etanol. A pessoa sopra através de um tubo descartável e o etanol expirado é oxidado em meio ácido sobre um disco plástico poroso coberto com pó de platina (catalisador) e umedecido com ácido sulfúrico, sendo um eletrodo conectado a cada lado desse disco poroso.
No eletrodo negativo (ânodo) ocorre a oxidação (catalisada pela platina):
CH3CH2OH(g) → CH3CHO(g) + 2H+ (aq) + 2e
No eletrodo positivo (cátodo) ocorre a redução do oxigênio (contido no ar):
½O2(g) + 2H+(aq) + 2e- → H2O(l)
A equação completa da pilha será, então, a seguinte:
CH3CH2OH(g) + ½O2(g) → CH3CHO(g) + H2O(l)
A corrente elétrica produzida é lida numa escala que é proporcional ao teor de álcool no sangue da pessoa testada.


  • Modelo Taguchi: esse bafômetro possui um sensor semicondutor, seletivo para o etanol, constituído basicamente de óxido de estanho com várias impurezas e aquecido a 400 °C. Nessas condições, quando o etanol entra em contato com tal sensor, ele é imediatamente oxidado, ocorrendo uma mudança característica na resistência/condutância do sensor. Essa é medida como voltagem, que é proporcional à concentração de álcool no sangue.
Disponível também em: http://www.alunosonline.com.br/quimica/principio-quimico-bafometro.html

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como gelar bebidas em 3 minutos


A festa começou, as pessoas não param de chegar e, naquele abre e fecha da geladeira, todas as bebidas ainda estão quentes. Você não precisa mais do que ciência (mais especificamente química) e 3 minutos para resolver o problema. Anote aí!
O sal se dissolve facilmente na água e reduz seu ponto de congelamento. Pura, a água congela a cerca de 0 ºC. Já a água com sal precisa de uma temperatura menor, que pode chegar a dezenas de graus abaixo de zero. Quando o sal é colocado no gelo, parte dos cubos derretem, “roubando” calor durante a troca de estado físico e esfriando a mistura como um todo. Além disso, o sal dissolvido provoca uma reação endotérmica, ou seja, reduz mais a temperatura da mistura. O álcool tem um papel semelhante: derrete o gelo “roubando” calor e diminui ainda mais o ponto de congelamento. É usado porque quando a temperatura ficar abaixo de -9 ºC, o sal perde um pouco do efeito, mas o álcool não.
Alerta: De olho no relógio: o alumínio é bom condutor de calor, e 3 minutos são suficientes para que as latinhas mergulhadas encontrem o equilíbrio térmico. Como a temperatura fica abaixo de zero, após alguns minutos, a bebida vai estar tão gelada que não vai dar para sentir o gosto e periga congelar.
Créditos: Samuel Rodrigues
Fonte : Revista Galileu - editora Globo, Junho de 2012.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As cores do ouro 18 quilates

O ouro puro é chamado de ouro 24 quilates (24 ct). O número de quilates, indica o número de partes de ouro puro em 24 partes da liga. Dessa forma o, o ouro de 18 quilates, muito usado na confecção de joias, tem 18 partes de ouro puro, o que corresponde a 75% de ouro na liga, o ouro 18 é mais indicado para a confecção de joias devido a sua resistência em relação a arranhões e amassos ser maior do que o ouro 24 que é mais maleável.
O ouro 18 pode ser encontrado em três cores diferentes: o ouro branco, o ouro amarelo e o ouro rosado, o que proporciona esta diferença entre os três é a composição da liga.
 O ouro amarelo apresenta 75% de ouro (Au), 13% de prata (Ag) e 12% de cobre (Cu), o ouro branco apresenta 75% de ouro (Au) , 2% de Cobre (Cu), 5% de zinco (Zn) e 18% de niquel (Ni), já o ouro rosado apresenta 75% de ouro (Au), 5% de prata (Ag) e 20% de cobre (Cu) , como o cobre é um metal de cor avermelhada, nesta proporção de 20% ele proporciona uma cor rosada ao ouro dando a joia um charme todo especial.
Dependendo do fabricante estas porcentagens dos metais nas ligas podem variar ligeiramente. Algumas vezes a platina, o paládio e o ródio podem ser utilizados na obtenção do ouro branco.