segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quer se manter eternamente jovem? Use "Tho-Radia" ...

A descoberta da radioatividade no início do século XX , despertou muito interesse e fez gerar muitas teorias absurdas sobre seu poder de curar doenças e como fonte de juventude eterna.
Vale ressaltar que nesta época não se conhecia os perigos e os efeitos nocivos causados pela radiação, tudo era magia, e a emissão de partículas alfa, beta e gama se mostrava como um caminho que podia levar até mesmo à cura de doenças como câncer ( hoje se sabe que radiação pode provocar câncer).      
O grande interesse suscitado pela radioatividade levou ao aparecimento de “teorias” que visavam justificar a aplicação de terapias e a oferta dos mais diversos produtos com radioatividade adicionada, prometendo ao consumidor a satisfação de “haurir proveito da nova maravilha da ciência” (Hering, 1924). As aplicações se baseavam nos efeitos fisiológicos dos materiais radioativos ou se valiam dos efeitos terapêuticos (como no tratamento dos tumores). Talvez a maneira que mais simbolizou essa prática eram os anúncios entusiásticos sobre a eficácia terapêutica do rádio, qualificando-o como uma “solução mágica da medicina” (Chase, 1921) com inacreditáveis poderes curativos, capaz de “restaurar a saúde a milhares de pessoas” (Bardwell, 1926). Trata-se de um dos grandes fenômenos mercadológicos das três primeiras décadas do século XX na Europa e nos Estados Unidos (Frame e Kolb, 1989).

Águas radioativas
Em 1903, Joseph John Thompson (1856-1940) escreveu um artigo na revista Nature, relatando a presença de radioatividade em águas minerais medicinais (Frame, 1989). Essa radioatividade provinha do radônio, gerado pela decomposição do rádio presente nas rochas por onde a água passava: “O radônio estava para a água assim como o oxigênio para o ar” (Perrin, 1921). Spas e centros de tratamento foram construídos para atender especialmente a idosos e doentes.

Produtos de beleza
A beleza feminina foi um grande mercado para a radioatividade como exemplificado numa propaganda de um jornal de época, destinada às mulheres ávidas por beleza permanente.  Em toda a linha de produtos – cremes, sabões, xampus, compressas, sais  de banho... – garantia-se a presença de rádio autêntico e legítimo: “a maior ajuda da natureza para a beleza da mulher”. Esses produtos tinham a propriedade de “rejuvenescer e revitalizar a pele”. A propaganda do Radior garantia reembolso de US$ 5.000,00 para as consumidoras insatisfeitas com o produto (Bardwell, 1926). Havia tratamentos faciais para eliminação de rugas, acnes, cravos, branqueamento da pele... a preços normalmente elevados, o que restringia seu amplo uso pela população (Hering, 1924).


Produtos médico-farmacêuticos
Esses produtos refletem o desejo constante da humanidade em encontrar a cura ou a prevenção definitiva de inúmeras enfermidades. O conjunto desses produtos era conhecido como a “terapia suave do rádio”, pois não teria efeitos colaterais (Frame, 1989).
Nos anos 1920, foram muito comuns propagandas de compressas e almofadas radioativas  destinadas ao tratamento de artrite, neurite, asma, bronquite, insônia... Esses produtos ainda tinham a característica de permitir “que as propriedades curativas do rádio estejam ao alcance de todos” dado o baixo preço destes (Tilden 1926). Alguns fabricantes recomendavam que o produto fosse exposto ao sol por alguns minutos para “ativar suas propriedades terapêuticas” (Cramp, 1936).
Tônicos e revigorantes destinavam-se a manter ou recuperar os vigores físico, mental e sexual. Lançado em 1925 nos Estados Unidos, Radithor continha 2 mCu (74 kBq) dos isótopos 226Ra e 228Ra. Ele era prescrito contra nada menos do que 150 enfermidades endocrinológicas (Cramp, 1936). O slogan era “a cura para os mortos-vivos”. Calcula-se que cerca de 400.000 frascos foram vendidos entre 1925 e 1931 (Frame e Kolb, 1989). Nos final dos anos 1920, surgiu o Vita Radium, supositório destinado a combater a fraqueza de memória e a impotência sexual masculina8 (Figura 4). A duração do tratamento era de 15 dias. Na bula, afirmava-se que, em até três dias, o rádio seria eliminado do corpo. A propaganda veiculada desse produto realçava os efeitos sobre o desempenho geral do consumidor.

Produtos fraudulentos
Era comum que muitos anúncios enfatizassem que os produtos continham “níveis de radioatividade garantidos” (Frame e Kolb, 1989; Vdovenko et al., 1975). Na prática, nem sempre foi assim. Por exemplo, por volta de 1905, surgiu um produto que pretendia combater reumatismo, lumbago, dor de dente, garganta inflamada, dor de ouvido e outras trinta enfermidades: o Radium Radia. 

Seus slogans eram “nunca jamais falhou” e “é o maior vencedor da dor em todo o mundo”. As análises mostraram que não havia radioatividade alguma nele. O caso escandalizou a opinião pública norte-americana. Esse produto foi lançado antes de o rádio começar a ser produzido nos Estados Unidos (1914) e na Europa (1906).

As águas radioativas eram os produtos mais fraudados pela facilidade de prepará-las. Outros produtos bastante visados eram as compressas e almofadas radioativas (Cramp, 1936). No início dos anos 1910, empresas foram fechadas nos Estados Unidos por essa prática (Frame e Kolb, 1989). Muitos donos dessas empresas foram presos (Tilden 1926), outros desmascarados (Hering, 1924) e agredidos por consumidores revoltados (Frame, 1989).
Nos anos 1920, era comum a oferta de produtos com níveis de radioatividade maiores do que aqueles vendidos legalmente sob o argumento de que teriam um efeito mais rápido sobre o usuário (Cramp, 1936). Isso era o caso de tônicos como o Radithor. Os fabricantes desses produtos estavam sujeitos a receber doses elevadas de radiação (Harvie, 1999).

Fonte: http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarTema.php?idTema=28

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vamos banir o Monóxido de Dihidrogênio!

Monóxido de Di-hidrogénio — A Verdade

A Verdade acerca do Monóxido de Di-hidrogénio

O Monóxido de Di-hidrogénio (MODH) é talvez o composto químico mais disseminado e que constitui perigo para a vida humana. Apesar desta verdade, a maior parte das pessoas não estão propriamente preocupadas com este facto. Governos, líderes civis, corporações, organizações militares e cidadãos em geral parecem estar completamente ignorantes ou indiferentes sobre o MODH, como se este não fosse perigoso para si. Isto preocupa-nos.

Levar a todos a Verdade sobre o Monóxido de Di-hidrogénio

Em 1997, foi formada a Divisão de Investigação sobre o Monóxido de Di-hidrogénio e está on-line para espalhar a verdade sobre o MONÓXIDO DE DI-HIDROGÉNIO. Conforme a mensagem foi passando, também a consciência pública do MODH e as suas implicações envolvendo a Internet e a acessibilidade de tal informação. Neste sentido, o sítio web da DIMD continua a fornecer a informação mais completa e actualizada e fidedigna sobre o MODH.

Táticas comuns de amedrontar com o MODH

Infelizmente, algumas pessoas acharam por bem encher milhares de páginas web com propaganda propositadamente distorcida no sentido de provocar sensacionalismo e não informação. A “informação” seguinte acerca do Monóxido de Di-hidrogénio é o que vai encontrar frequentemente na Internet. A Divisão de Investigação sobre o Monóxido de Di-hidrogénio não subscreve o uso destas tácticas de medo, especialmente quando avisa as pessoas sobre o assassino invisível, o Monóxido de Di-hidrogénio.
Erradiquem o Monóxido de Di-hidrogénio – o Assassino Invisível

O Monóxido de Di-hidrogénio é incolor, inodoro, sem sabor e mata vários milhares de pessoas todos os anos.

Quais são os perigos do Monóxido de Di-hidrogénio?

A maioria destas mortes é causada pela inalação acidental do MODH, mas os perigos do Monóxido de Di-hidrogénio não acabam aqui. A exposição prolongada à sua forma sólida causa danos graves nos tecidos humanos. Nos sintomas da ingestão de MODH podem-se incluir transpiração e micção excessiva e possivelmente uma sensação de inchaço, náuseas, vómitos e desequilíbrio electrolítico do corpo. Para aqueles que se tornaram dependentes, a privação do MODH significa morte certa.

Fatos do Monóxido de Di-hidrogénio

O Monóxido de Di-hidrogénio:
ü   É também conhecido como ácido hídrico,
ü  E é o principal componente da chuva ácida.
ü  Contribui para o efeito de estufa.
ü  No estado gasoso pode causar queimaduras graves.
ü  Acelera a erosão dos solos.
ü  Acelera a corrosão e oxidação dos metais.
ü  Pode causar curtos-circuitos.
ü  Diminui a eficácia dos travões dos automóveis.
ü  Foi encontrado em tumores de pacientes terminais com cancro.



Alertas sobre o Monóxido de Di-hidrogénio

A contaminação está a atingir proporções epidémicas.
Quantidades significativas de Monóxido de Di-hidrogénio têm sido encontradas em praticamente todos os lagos, rios, albufeiras e reservatórios. A poluição é global e a contaminação foi encontrada, até, no gelo do Antárctico. Em vários países só o MODH já causou milhões de dólares de danos materiais.

Utilizações do Monóxido de Di-hidrogénio

Apesar do perigo, o Monóxido de Di-hidrogénio é frequentemente usado:

ü  Como solvente e refrigerante industrial.
ü  Em centrais nucleares.
ü  Na produção de poliestireno (Styrofoam);
ü  Como supressor e retardador de chama;
ü  Em várias formas cruéis de investigação com animais.
ü  Na distribuição de pesticidas.
ü  Mesmo após lavagem, o produto permanece contaminado por este químico.
ü  Como aditivo alimentar.

Parem o horror – Erradiquem o Monóxido de Di-hidrogénio.

ÁGUA

Monóxido de dihidrogênio é um dos nomes científicos da água, a prosaica água da torneira, a água de beber.

Em 1997, norteamericano de 14 anos apresentou trabalho escolar contendo uma série de males causados pelo MDH e perguntou à turma o que fazer quanto a essa terrível substância. A maioria deles sugeriu banir tal substância e apenas um dos colegas reconheceu o monóxido de dihidrogênio - MDH como água.

O fato é que muitas pessoas tendem a ficar impressionadas quando se lhes apresentam um nome científico ou aparentemente mais complicado, especialmente se esse nome estiver associado a algum mal à saúde ou dano à natureza. Por temor de passarem como ignorantes, aceitam passivamente qualquer coisa que lhe digam sobre a palavra.

Sobre esse tipo de aceitação passiva: havia um programa de rádio bastante engraçado (não me recordo qual a emissora). O apresentador saía às ruas e fazia perguntas sobre coisas sem pé nem cabeça. As respostas eram muito divertidas.

Me lembro de uma vez em que a pergunta era o que a pessoa achava do chá de cicuta. Uma senhora respondeu que achava muito bom, já havia usado com bons resultados na cura de uma doença e que um parente também havia sido curado. Algumas dos presentes à entrevista concordavam e reforçavam os argumentos da entrevistada.

De outra feita, a pergunta era sobre o efeito estufa e o seu uso no futebol. O entrevistado afirmou conhecer a tática e achava que o seu time iria se sagrar campeão graças a essa nova descoberta feita pelo técnico do clube.

Dois outros exemplos: as preocupações com o Lauril Sulfato de Sódio usado nos xampus e a prolifermilonema, substância inexistente supostamente usada por assaltantes disfarçados de hare krishnas.

Fonte: http://www.quatrocantos.com/lendas/85_monoxido_dihidrogenio.htm
http://modh.no.sapo.pt/print/print-verdade.html